Vendas do Grupo Gerdau crescem 9,4% no trimestre

Volume de vendas chega a 3,7 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo reaquecimento da construção civil no Brasil

A retomada do setor da construção civil ampliou as vendas do Grupo Gerdau no Brasil em 13,2%, principal destaque no desempenho do primeiro trimestre de 2006. No mercado interno, foram vendidas 980 mil toneladas de produtos siderúrgicos contra 866 mil toneladas no mesmo período do ano anterior. Com isso, o Grupo Gerdau elevou a produção de laminados no País em 13,3%, para 1,1 milhão de toneladas.
 
“Desde fevereiro, o Grupo Gerdau se comprometeu a diminuir os preços dos produtos para construção civil beneficiados com a redução de IPI no Brasil. O setor respondeu bem e, com isso, as vendas aumentaram”, analisa o vice-presidente sênior, Frederico Gerdau Johannpeter. Parte das exportações foi redirecionada para atender ao crescimento da demanda do mercado interno – foram embarcadas 627 mil toneladas, 13,1% a menos em relação ao mesmo período de 2005.
 
O crescimento da economia na Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia, onde o Grupo Gerdau atua, também repercutiu nas vendas no período. Foram comercializadas 335 mil toneladas, o que significa um aumento de 116,7% sobre os primeiros três meses de 2005. Esse desempenho reflete também a consolidação das unidades na Colômbia (Diaco) e na Argentina (Sipar Gerdau) a partir do final do ano passado. Como resultado, a produção de laminados cresceu 127,6%, para 287 mil toneladas, e a de aço, 110,2%, totalizando 242 mil toneladas.
 
Na América do Norte, as vendas físicas aumentaram 2,4%, para 1,7 milhão de toneladas, atendendo o mercado regional que se mantém aquecido. A produção de aço evoluiu de 1,6 milhão de toneladas para 1,7 milhão de toneladas, uma variação positiva de 4,1%. No mesmo período, a produção de laminados cresceu 1,0% e manteve-se no patamar de 1,6 milhão de toneladas.
 
Os primeiros três meses de 2006 também marcam a consolidação pelo Grupo Gerdau de 40% das operações da siderúrgica espanhola Corporación Sidenor. Os demais 40% pertencem ao Santander e o restante é controlado por executivos espanhóis da própria Sidenor. A empresa contribuiu para o desempenho do Grupo Gerdau com a produção de 71 mil de toneladas de aço e 69 mil toneladas de laminados.
 
Em volume físico, as vendas totais do Grupo Gerdau evoluíram 9,4%, alcançando 3,7 milhões de toneladas. No período, a produção de laminados apresentou incremento de 14,1% e chegou a 3,0 milhões de toneladas, enquanto a de aço cresceu 5,8%, atingindo 3,7 milhões de toneladas.
 
O faturamento global foi de R$ 6,6 bilhões e apresentou 4,5% de redução, principalmente pela desvalorização do dólar no cenário mundial. A variação cambial impactou nos resultados do Grupo Gerdau pela conversão das receitas em dólares, que representam 59,7% do faturamento, obtido via exportações e operações fora do Brasil. Desta forma, desconsiderado o efeito cambial (US$ versus R$), o faturamento, se consolidado em dólares, teria crescido 17,2% em relação ao primeiro trimestre de 2005.
 
O faturamento no mercado brasileiro respondeu por 40,3% (R$ 2,7 bilhões) do total do Grupo e as exportações a partir do País representaram 8,9% (R$ 590 milhões). No mesmo período, as operações nos demais países da América do Sul tiveram participação de 8,1% (R$ 536,1 milhões) e, na América do Norte, as unidades contribuíram com 39,6% do faturamento (R$ 2,6 bilhões). A participação na Sidenor foi equivalente a 3,1% do total (R$ 204,8 milhões).
 
O lucro líquido consolidado no primeiro trimestre foi de R$ 832,5 milhões, 2,7% superior a igual período de 2005.
 
Investimentos ultrapassam US$ 420 milhões
 
No período, os investimentos do Grupo nas Américas foram de US$ 424,4 milhões, entre ampliações e atualizações tecnológicas das atuais unidades (52,6%) e aquisição de novos ativos (47,4%).
 
O programa de atualização tecnológica e expansão das unidades totalizou US$ 223,1 milhões. No Brasil, os recursos atingiram US$ 163,6 milhões, cujos destaques foram a instalação da laminação na Gerdau São Paulo (SP) e a ampliação da capacidade instalada da Gerdau Açominas (MG). No mês de março, ocorreu a inauguração da aciaria da Gerdau São Paulo, projetada para atender ao setor da construção civil.
 
Nos Estados Unidos, os principais investimentos foram o aumento da capacidade instalada da Gerdau Ameristeel Jacksonville (Flórida) e a modernização das unidades adquiridas em 2004. No total, os recursos destinados para as operações na América do Norte somaram US$ 44,4 milhões.
 
Além disso, US$ 15,1 milhões foram direcionados para as unidades da Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai.
 
Os recursos destinados à aquisição de ativos foram de US$ 201,3 milhões, referentes à participação de 40% no capital social da Sidenor.

Gerdau avança em governança corporativa
 
Neste ano, o Grupo Gerdau deu mais um passo no aperfeiçoamento de sua governança corporativa. Em 27 de abril, os acionistas minoritários da Gerdau S.A. elegeram um representante para o Conselho de Administração. Dessa forma, dos sete conselheiros eleitos, um passa a ser o representante dos acionistas minoritários.
 
Além disso, os acionistas das empresas de capital aberto no Brasil receberão, no dia 25 de maio, os juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro trimestre de 2006, com base nas posições detidas em 15 de maio. A Metalúrgica Gerdau S.A. pagará R$ 96,2 milhões (R$ 0,52 por ação) e a Gerdau S.A., R$ 199,4 milhões (R$ 0,30 por ação).
 
No período, a Metalúrgica Gerdau S.A. obteve um lucro líquido de R$ 337,2 milhões, o qual equivale a R$ 2,73 por ação. A Gerdau S.A. registrou um lucro líquido de R$ 680,0 milhões – R$ 1,53 por ação.
 
As ações das empresas do Grupo no Brasil continuam se destacando na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O número de transações com as ações da Metalúrgica Gerdau S.A. cresceu 24,2% nos três primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2005, chegando a 32.816. Essas negociações representaram um volume financeiro de R$ 1,1 bilhão, 38,6% a mais. O volume médio diário de negociações com ações preferenciais registrou elevação de 47,3%, atingindo R$ 16,2 milhões no período, em comparação aos R$ 11 milhões registrados nos primeiros três meses de 2005.
 
De janeiro a março, as ações da Gerdau S.A. movimentaram R$ 2,7 bilhões, mesmo volume registrado no primeiro trimestre de 2005. O número de transações chegou a 79.032. No período, o volume médio diário negociado em ações preferenciais foi de R$ 39,7 milhões, mesmo valor do primeiro trimestre do ano passado.
 
Os ADRs da Gerdau S.A. movimentaram US$ 1,5 bilhão na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), um incremento de 105,1%. Isso representa um volume médio diário de US$ 23,7 milhões ante os US$ 11,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. No Latibex (Bolsa de Valores de Madri), foram negociados € 384,1 mil, um crescimento de 110,1%.
 
No período, as ações da Gerdau Ameristeel, empresa responsável pelas operações na América do Norte, movimentaram Cdn$ 297,5 milhões na Bolsa de Valores de Toronto, uma expansão de 23,0%. Como resultado, a movimentação média diária cresceu para Cdn$ 4,6 milhões. Na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), as ações da empresa movimentaram US$ 214,1 milhões no trimestre, com média diária de US$ 3,5 milhões.
 
A receita líquida acumulada da Gerdau Ameristeel, no exercício, foi de US$ 1,1 bilhão, o que representa 5,6% de acréscimo. De janeiro a março, o lucro líquido alcançou US$ 87,3 milhões, 11,2% de aumento.
 
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Quarta-feira, 3 de maio de 2006 
 
 
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