Receita líquida da Gerdau alcança R$ 43,6 bi em 2015

- EBITDA ajustado atinge R$ 4,5 bilhões em 2015 e o lucro líquido consolidado ajustado alcança R$ 684 milhões

- Margem EBITDA consolidada chega a 10,3% principalmente pela forte presença nos Estados Unidos, apesar do cenário desafiador do mercado do aço no mundo

- Fluxo de caixa livre atinge R$ 3 bilhões no ano, o que reforça a estratégia de disciplina na gestão do capital

​A Gerdau encerrou o ano de 2015 com receita líquida consolidada de R$ 43,6 bilhões,superando em 2% o valor registrado no ano anterior, em razão do efeito cambial positivo na conversão para a moeda brasileira da receita obtida pelas suas operações no exterior. O destaque no exercício foi o desempenho da Operação América do Norte (Canadá, Estados Unidos  e  México),  responsável  pela  geração  de  39%  da  receita  líquida  consolidada, compensando parcialmente a menor performance da Operação Brasil, fortemente impactada pela retração da economia brasileira.

 As vendas físicas, por sua vez, somaram 17 milhões de toneladas, uma redução de 5% frente a 2014, decorrente dos menores volumes vendidos em todas as operações de negócio, principalmente no mercado doméstico da Operação Brasil. A produção de aço também atingiu 17 milhões de toneladas, apresentando 6% de decréscimo em relação ao ano anterior, o que se deveu à readequação dos níveis de estoque nas Operações América do Norte, Aços Especiais e Brasil, o que contribuiu para a redução do capital de giro da Empresa.

 O resultado da Gerdau no ano de 2015 foi influenciado por itens não-recorrentes, relativos a baixas contábeis, principalmente de imobilizados e ágio, no valor de R$ 5,3 bilhões, sem impacto no caixa. Com isso, a empresa está apresentando o EBITDA e lucro líquido ajustados, de forma a melhor refletir seu desempenho e o respectivo trabalho interno de gestão em todas as suas operações. Nessa linha, a geração de caixa operacional (EBITDA) ajustada, sem os itens não-recorrentes, alcançou R$ 4,5 bilhões, 8% de redução frente a 2014, pelo menor desempenho das operações Brasil e Aços Especiais,parcialmente compensado pela melhor performance da Operação América do Norte. O lucro líquido consolidado ajustado, por sua vez, foi de R$ 684 milhões e, considerando os itens não-recorrentes, o resultado contábil negativo foi de R$ 4,6 bilhões.

 "Apesar de nosso resultado ter sido impactado por itens não-recorrentes, sem impacto no caixa, a forte presença da Gerdau no mercado norte-americano eo expressivo esforço de gestão de nossas equipes permitiram reduzir o impacto da menor demanda de aço global e no Brasil em nosso balanço. Frente esse cenário, priorizamos a sustentabilidade financeira da Empresa, reduzindo de forma significativa o capital de giro, com efeito caixa de R$ 2,4 bilhões no ano, e ampliando em 58% a geração de caixa livre, que chegou a R$ 3 bilhões. Também reduzimos em 5% as despesas gerais, administrativas e com vendas frente ao ano anterior. Além disso, ajustamos nossa produção no Brasil aos níveis de demanda do mercado, fortemente impactado pela crise econômica do País", afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter".​

 No quarto trimestre, a receita líquida da Gerdau foi de R$ 10,4 bilhões, uma redução de 4% perante o mesmo período de 2014. As vendas físicas e a produção foram de 3,9 milhões de toneladas, apresentando, respectivamente, 12% e 10% de diminuição. De outubro a dezembro, a geração de caixa operacional (EBITDA) ajustada foi de R$ 911 milhões, 27% de decréscimo em relação ao quarto trimestre de 2014. De outubro a dezembro, a Gerdau apresentou um resultado líquido negativo consolidado ajustado de R$ 41 milhões e, considerando os itens não- recorrentes, o resultado contábil negativo no quarto trimestre foi de R$ 3,2 bilhões.

Ao longo de 2015, os reflexos da retração da demanda por aço e da contínua pressão de produtos importados nos mercados de atuação da Gerdau foram sentidos em diferentes níveis, de acordo com o segmento e a região geográfica das operações. As vendas físicas para o mercado interno brasileiro, de 4,3 milhões de toneladas em 2015, apresentaram retração de 23% frente a 2014, pelo menor nível de atividade da construção civil e da indústria. No entanto, as exportações a partir do Brasil apresentaram aumento de 108%, atingindo 2,2 milhões de toneladas.

No quarto trimestre, o desempenho da Gerdau no Brasil foi impactado de forma importante pela redução de 40% nas vendas para o mercado interno (principalmente no mês de dezembro) em relação ao mesmo período do ano anterior. Diante desse cenário, a Empresa ajustou suas operações à demanda atual e futura de mercado, realizando paradas em usinas, o que impactou o EBITDA de forma pontual.

Em 2015, as operações no Canadá, nos Estados Unidos e no México (não inclui usinas de aços especiais) comercializaram 6,2 milhões de toneladas, 4% de redução em relação ao ano anterior, o que se deveu à contínua entrada de produtos importados na região, apesar da manutenção da boa demanda para o setor da construção não-residencial. Já na América do Sul (não inclui operações no Brasil), as vendas somaram 2,2 milhões de toneladas, uma redução de 2% no ano em relação a 2014.

Na operação de aços especiais (inclui usinas no Brasil, Estados Unidos, Espanha e Índia), foram vendidos 2,6 milhões de toneladas em 2015, 9% de diminuição em relação ao ano anterior, em razão da forte queda de demanda do setor automotivo no Brasil e, em menor grau, do setor de óleo e gás nos Estados Unidos.

Segundo o diretor-presidente da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter, "nossas prioridades para 2016 seguirão sendo a geração de caixa livre, a restrição de novos investimentos e a redução de custos e da alavancagem financeira, considerando o desafiador cenário global do aço. Ademais, continuaremos trabalhando para gerar mais valor de mercado e identificar oportunidades  em  mercados  de  produtos  de  alto  valor  agregado,  como  demonstra  a antecipação da entrada em operação do laminador de chapas grossas no Brasil, entre outras iniciativas. "​

Investimentos somam R$ 2,3 bilhões em 2015​

No ano de 2015, os investimentos em ativo imobilizado totalizaram R$ 2,3 bilhões, influenciados pela desvalorização do real, uma vez que parte dos investimentos estão atrelados ao dólar norte-americano. Os destaques do ano foram o início da operação da planta de perfis estruturais no México em junho de 2015 e a construção da aciaria na Argentina, com previsão de entrada em operação no final de 2016, bem como a instalação do laminador de chapas grossas na Usina Ouro Branco (MG), com início da produção em julho deste ano.

Para o exercício de 2016, a Gerdau seguirá sendo restritiva no CAPEX, com previsão de desembolso de R$ 1,5 bilhão, priorizando a manutenção das plantas industriais existentes. Esse valor  considera,  portanto,  uma  redução  nos  níveis  de  desembolso,  já  que  os  principais investimentos em andamento da Gerdau estão sendo finalizados.

Gerdau S.A. distribui R$ 253 milhões em dividendos em 2015

No exercício de 2015, a Gerdau S.A. destinou R$ 253 milhões (R$ 0,15 por ação) para pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio, distribuídos por conta de lucros obtidos no primeiro semestre de 2015 e por reservas de lucros pré-existentes, mesmo diante do cenário desafiador do setor do aço. A Metalúrgica Gerdau S.A., por sua vez, distribuiu R$ 16,2 milhões (R$ 0,04 por ação) em 2015.

Oferta pública de ações da Metalúrgica Gerdau S.A. gera R$ 900 milhões em capitalização​

Em novembro de 2015, a Metalúrgica Gerdau S.A. concluiu, de forma bem-sucedida, uma oferta pública de 500 milhões de ações, com capitalização de R$ 900 milhões, para amortizar o endividamento da Companhia e melhorar a sua posição de liquidez. Com essa operação, a dívida líquida passou de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,2 bilhão em 31 de dezembro de 2015. A Administração utilizou os recursos para quitar dívidas com maior custo e com vencimento de curto prazo.

Sobre a Gerdau​

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que estão ampliando o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.

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