Mercado brasileiro é destaque no desempenho da Gerdau no 4º trimestre de 2009

- Maior demanda da construção civil e da indústria aumenta em 6% as vendas físicas de aços longos comuns para o mercado interno brasileiro, alcançando 1,1 milhão de toneladas.

- Crescimento da indústria automotiva no Brasil e sua recuperação nos Estados Unidos impulsionam as vendas físicas de aços especiais em 20%.

- Custo das vendas, em termos consolidados, diminui 5% em relação ao terceiro trimestre, equivalente a R$ 273 milhões.

- Dívida líquida consolidada é reduzida em quase R$ 1 bilhão no quarto trimestre e, no ano, em R$ 8 bilhões.

 

A maior demanda brasileira por aço foi o principal destaque no desempenho da Gerdau ao longo do quarto trimestre de 2009. O crescimento da atividade da construção civil e da indústria elevou em 6,3% as vendas físicas de aços longos comuns para o mercado interno brasileiro, alcançando 1,1 milhão de toneladas. Além disso, as vendas físicas de aços especiais cresceram 19,6%, para 568 mil toneladas no quarto trimestre, com a expansão da indústria automotiva no Brasil e sua recuperação nos Estados Unidos.

“A Gerdau encerra o ano de 2009 com destaque para o Brasil, que apresentou o melhor resultado entre nossas operações no quarto trimestre. Os projetos de infraestrutura, a disponibilidade de crédito e os programas governamentais de incentivo à aquisição da casa própria e à indústria automotiva alavancaram nossas vendas de aços longos comuns e especiais no País. Além disso, a Gerdau realizou, com o empenho das equipes, um amplo esforço de gestão em nível global no ano, o que gerou expressiva redução do capital de giro, custos e endividamento, mantendo forte posição de caixa. Esse conjunto de ações permitiu reforçarmos a competitividade e a flexibilidade da Companhia no mercado mundial de aço, que vem apresentando níveis distintos de retomada da demanda em cada região. Para 2010, daremos continuidade à captura das sinergias obtidas entre as operações em um cenário que aponta para a recuperação gradual dos mercados”, afirma o diretor-presidente (CEO), André B. Gerdau Johannpeter.

O custo das vendas, o qual envolve os custos para a produção do aço que foi comercializado no quarto trimestre, apresentou decréscimo de 5,1% no quarto trimestre e o capital de giro – contas a receber de clientes, mais estoques, menos contas a pagar de fornecedores – reduziu-se em R$ 422 milhões na comparação entre os meses de setembro e dezembro. Além disso, a dívida líquida foi continuamente amortizada ao longo do ano, o que gerou redução de R$ 8 bilhões em 2009 e, somente no quarto trimestre, uma diminuição de quase R$ 1 bilhão, em razão do pagamento de dívidas vencidas no período e da antecipação do pagamento de compromissos futuros, além da variação cambial. Além disso, destaca-se a emissão de US$ 1,25 bilhão em títulos de dívida com vencimento de 10 anos no mercado internacional, para alongamento do endividamento da companhia. Essa iniciativa não representou aumento no seu nível de endividamento.

A histórica sazonalidade do quarto trimestre, que resultou em menor demanda por aços longos principalmente na América do Norte, diminuiu em 5,3% as vendas físicas consolidadas da Gerdau na comparação com o terceiro trimestre, para 3,7 milhões de toneladas. Ao longo dos 12 meses de 2009, as vendas físicas consolidadas da Companhia chegaram a 14 milhões de toneladas. No quarto trimestre, a produção total de aço, de 3,8 milhões de toneladas, apresentou queda de 4,7%. No ano de 2009, a produção consolidada de aço atingiu 13,5 milhões de toneladas.

Como consequência dessa sazonalidade, o faturamento bruto apresentou diminuição de 5% sobre o período imediatamente anterior, encerrando o trimestre em R$ 7,4 bilhões. No ano, o faturamento bruto da Gerdau foi de R$ 30,1 bilhões.

No quarto trimestre, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e perdas por baixas contábeis de ativos), também conhecido como geração de caixa operacional, foi de R$ 1,2 bilhão, uma redução de 9,5% perante o terceiro trimestre. A margem EBITDA, um dos principais indicadores para demonstrar a rentabilidade da empresa, considerando a sua geração de caixa operacional, alcançou 20% no quarto trimestre e se manteve em linha com o período imediatamente anterior. Ao longo dos 12 meses de 2009, o EBITDA chegou a R$ 3,8 bilhões.

O lucro líquido, de R$ 643 milhões no quarto trimestre, também apresentou estabilidade em relação ao período anterior. A margem líquida, indicador importante de performance da companhia, por sua vez, cresceu de 9,6% no terceiro trimestre para 10,1%. No ano, o lucro líquido da Gerdau foi de R$ 1 bilhão. Entretanto, desconsiderando os itens não recorrentes (perdas por baixas contábeis de ativos, líquidos de imposto de renda), no valor de R$ 886 milhões, o lucro líquido da Companhia, no ano, teria alcançado R$ 1,9 bilhão.

No Brasil (não inclui unidades produtoras de aços especiais), as vendas físicas no mercado interno cresceram 6,3% no período, atingindo 1,1 milhão de toneladas. Isso influenciou a redução de 24,8% no nível de exportações da Companhia a partir do País, o qual foi de 322 mil toneladas. No ano, as vendas físicas da operação no Brasil, incluindo o mercado interno e exportações, atingiram de 5,2 milhões de toneladas.

No segmento de aços especiais (inclui unidades no Brasil, Espanha e Estados Unidos), a expansão da indústria automotiva no Brasil e a sua recuperação nos Estados Unidos resultaram em um desempenho diferenciado da operação, com crescimento de 19,6% das vendas físicas no quarto trimestre. Esse desempenho foi influenciado pela redução do IPI no Brasil e pelo programa norte-americano de troca de carros antigos por veículos novos e menos poluentes (cash for clunkers). Adicionalmente, ocorreu uma melhora no mercado espanhol durante o quarto trimestre e, no mês de janeiro de 2010, a entrada de pedidos foi recorde no período de 18 meses. Ao longo dos 12 meses de 2009, as vendas físicas da operação de aços especiais (Brasil, Espanha e Estados Unidos) foram de 1,9 milhão de toneladas.

Na operação da América Latina (exceto Brasil), as vendas físicas somaram 483 mil toneladas, volume 10,1% inferior em comparação com o terceiro trimestre do ano, devido à menor demanda sazonal e à pressão das importações de aço na região. As unidades do Peru e Argentina, porém, já apresentaram, no quarto trimestre, níveis de vendas alinhados ao período anterior à crise econômica. No ano de 2009, as vendas físicas na América Latina (exceto Brasil) alcançaram 2 milhões de toneladas.

A operação na América do Norte (exceto unidades produtoras de aços especiais e México) comercializou 1,2 milhão de toneladas de produtos, 14,5% de decréscimo sobre o terceiro trimestre de 2009. Essa redução se deveu aos menores consumo sazonal e movimento de reposição de estoques da cadeia consumidora em comparação com o período imediatamente anterior. No ano, foram comercializados 4,9 milhões de toneladas. Além disso, nos meses de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, as vendas já vêm demonstrando recuperação na região.

Desembolsos em ativos imobilizados chegam a R$ 276 milhões

No trimestre, os desembolsos em ativos imobilizados chegaram a R$ 275,7 milhões, dos quais 60,6% foram destinados para o Brasil e 39,4% para os demais países. Ao longo do ano de 2009, os desembolsos totalizaram R$ 1,4 bilhão.

Para o período 2010-2014, estão programados investimentos de R$ 9,5 bilhões, conforme divulgado anteriormente. Desse total, cerca de 80% será direcionado para as unidades no Brasil.

Pagamento de dividendos será realizado no dia 12 de março

As empresas de capital aberto Gerdau S.A. e Metalúrgica Gerdau S.A. pagarão dividendos na forma de juros sobre capital próprio, relativos ao quarto trimestre de 2009, no dia 12 de março. Aos acionistas da Gerdau S.A., serão destinados R$ 255,7 milhões (R$ 0,180 por ação) sendo que, no acumulado do ano, a sua remuneração chegará a R$ 362,2 milhões (R$ 0,255 por ação).

Os acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A. receberão R$ 105,7 milhões (R$ 0,260 por ação) referentes ao quarto trimestre. Com isso, a remuneração dos acionistas, no ano, será de R$ 172,8 milhões (R$ 0,425 por ação).

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 20 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 e AVIL3), Nova Iorque (Nyse: GNA, GGB), Toronto (GNA: TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).

Assessoria de Imprensa – (51) 3323-2170
imprensa@gerdau.com.br
www.gerdau.com

Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010.

 
 
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