Menor demanda de aço reduz vendas da Gerdau no quarto trimestre de 2008

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda nas vendas (- 24,4%), produção (-33,7%) e lucro (-67,1%)

A Gerdau encerrou o quarto trimestre de 2008 com volumes de vendas e de produção inferiores ao mesmo período do ano anterior, em razão da significativa redução na demanda global por aço. De outubro a dezembro, foram vendidos 3,5 milhões de toneladas, uma redução de 24,4%, percentual que já havia sido antecipado pela Empresa, no final de novembro, durante as reuniões anuais com analistas do mercado de capitais e investidores. No mesmo período, a produção de 3,3 milhões de toneladas de aço apresentou 33,7% de diminuição perante o quarto trimestre de 2007.

“A Gerdau possui experiência centenária e flexibilidade para adaptar-se rapidamente às oscilações do mercado, o que nos dá confiança na capacidade da organização de superar as dificuldades impostas pelo atual cenário econômico mundial, cuja evolução ainda é incerta. Com base em nossa gestão eficiente de recursos, experiência na atuação em momentos de crise e flexibilidade em nosso processo industrial, continuaremos monitorando o comportamento dos distintos mercados“, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter. “Além disso, as necessárias medidas de estímulo aos investimentos em infra-estrutura, que estão sendo tomadas nos vários países onde atuamos, devem aumentar o consumo de aço e, como conseqüência, incrementar a demanda por nossos produtos”, complementa.

Em razão da redução da demanda por aço, a empresa tomou, a partir do mês de novembro, uma série de medidas para ajustar seus volumes de produção à nova realidade do mercado como, por exemplo, a antecipação de paradas programadas para manutenção e de férias para seus colaboradores, assim como a prorrogação de investimentos já anunciados. Além disso, negociações sindicais – as quais se encontram em andamento ou já foram concluídas – estão sendo realizadas para ajustar o quadro de pessoal à demanda, de acordo com a situação de mercado em cada local.

Apesar da diminuição da demanda no quarto trimestre, o faturamento bruto cresceu 16% em comparação com o mesmo período de 2007, alcançando R$ 10,5 bilhões. A expansão do faturamento bruto no último trimestre de 2008 deveu-se principalmente à variação cambial de 31,9% na conversão de receitas do exterior e à consolidação de novas empresas. Entretanto, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações), também conhecido como geração de caixa operacional, foi de R$ 1,5 bilhão e apresentou variação negativa de 9,6%. O lucro líquido, no quarto trimestre, foi de R$ 311 milhões, uma redução de 67,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que se deveu à redução das vendas de outubro a dezembro, ao ajuste do valor dos estoques ao preço de mercado e ao impacto da variação cambial sobre as dívidas contratadas em moeda estrangeira.

Na América do Norte, em razão do atual cenário econômico, foi realizada avaliação da recuperação de ágio sobre os investimentos, o que resultou em uma perda contábil de US$ 1,2 bilhão no balanço da Gerdau Ameristeel, de acordo como o padrão contábil US GAAP. Como conseqüência, a Gerdau Ameristeel registrou US$ 1,3 bilhão de prejuízo no quarto trimestre e, no ano, de US$ 542 milhões. Essa perda não representa desembolsos de caixa presentes ou futuros da companhia. Importante salientar que o prejuízo registrado na América do Norte não impactou o balanço consolidado da Gerdau S.A. porque, na análise realizada de acordo com a metodologia International Financial Reporting Standards (IFRS), baseada na recuperação de ágio sobre os investimentos, não houve indicação de perdas contábeis.

Desempenho anual apresenta crescimento

Ao longo do ano, a Gerdau teve desempenho positivo – o faturamento bruto evoluiu 36,7% em 2008, para R$ 46,7 bilhões, devido à crescente demanda verificada nos primeiros nove meses do ano e à consolidação de novas empresas. De janeiro a dezembro, o EBITDA foi R$ 10 bilhões contra R$ 6,2 bilhões no ano de 2007. O lucro líquido consolidado, ao longo de 2008, apresentou 14,9% de aumento em comparação com 2007, alcançando R$ 4,9 bilhões.

No ano, o volume de vendas consolidado chegou a 19,1 milhões de toneladas (+ 11,4%) e a produção consolidada atingiu 19,6 milhões de toneladas de aço (+ 9,4%). No Brasil, as vendas físicas para o mercado interno apresentaram crescimento de 22,1% em 2008, alcançando 4,8 milhões de toneladas, principalmente pela demanda da construção civil e da indústria. Isso levou ao redirecionamento de parte das exportações a partir do País, o que resultou em 11,1% de redução nos volumes embarcados, os quais totalizaram 1,7 milhão de toneladas. A receita gerada pelas exportações somou US$ 2,2 bilhões no exercício, o que inclui os embarques para empresas controladas e coligadas. A produção das plantas industriais no Brasil acompanhou a demanda, evoluindo 8,4%, para 7,5 milhões de toneladas de aço.

Nos Estados Unidos e Canadá (exceto Macsteel), as vendas físicas atingiram 7,6 milhões de toneladas em 2008, o que representou 10,1% de expansão perante o ano anterior. Esse aumento deveu-se principalmente à consolidação da Chaparral Steel, ocorrida a partir do terceiro trimestre de 2007. Ao longo do ano, a produção de aço na região cresceu para 7,6 milhões de toneladas, volume 11,1% superior perante 2007.

Na América Latina (exceto Brasil), as vendas físicas mantiveram-se praticamente constantes em relação ao ano anterior e somaram 2,2 milhões de toneladas. A produção de aço, entretanto, apresentou redução, refletindo a adequação do ritmo industrial à menor demanda, destacadamente no Peru, Chile e Colômbia. Dessa forma, a produção de aço em 2008 foi de 1,7 milhão de toneladas, o que significou 10,2% de decréscimo.
O segmento de aços especiais (Brasil, Espanha e Estados Unidos) comercializou 2,7 milhões de toneladas em 2008, uma alta de 30,2% em comparação com o período anterior, o que se deveu à consolidação da Macsteel. A produção de aço, como conseqüência, apresentou aumento de 23,5%, chegando a 2,9 milhões de toneladas.

Plano de investimentos é atualizado
 
De janeiro a dezembro, os investimentos somaram US$ 5,1 bilhões, dos quais US$ 3,7 bilhões foram destinados ao pagamento de aquisições e US$ 1,4 bilhão para expansão e atualização tecnológica das plantas industriais.
Do total de US$ 3,7 bilhões destinados às aquisições, destacam-se US$ 2,9 bilhões para a expansão da operação no segmento de aços especiais – compra da Macsteel (EUA) e de participações acionárias na Aços Villares (Brasil) e na Sidenor (Espanha) – US$ 477 milhões para a ampliação das atividades na América Latina (exceto Brasil), US$ 304 milhões para o Canadá e os Estados Unidos e US$ 47 milhões para o Brasil. Todas essas operações já foram detalhadas em divulgações anteriores.
 
O valor de US$ 1,4 bilhão em investimentos para ativo imobilizado em 2008 dividiu-se da seguinte forma: US$ 798 milhões para as unidades no Brasil, US$ 168 milhões para o Canadá e Estados Unidos, US$ 200 milhões para a América Latina (exceto Brasil) e US$ 233 milhões para o segmento de aços especiais (Brasil, Espanha e Estados Unidos).
O plano de investimentos de US$ 6,4 bilhões para 2008-2010 foi ajustado à desvalorização do real no ano. Com isso, o montante passou para US$ 5 bilhões, sem cancelamentos de projetos, mas com revisão de seus cronogramas de execução, os quais estão sujeitos à evolução das condições econômicas futuras. Do total de US$ 5 bilhões, já foi investido US$ 1,4 bilhão em 2008. Os demais US$ 3,6 bilhões serão investidos nos próximos cinco anos, passíveis de redução, considerando que o custo dos equipamentos industriais poderá ser menor em comparação com o ano de 2008. Nesses valores não estão incluídas aquisições.

Pagamento de dividendos ocorre no dia 12 de março
 
O pagamento dos dividendos referentes ao quarto trimestre de 2008 ocorrerá no dia 12 de março. A remuneração aos acionistas terá como base as posições detidas no dia 2 de março. Os dividendos pagos trimestralmente têm como base de cálculo o lucro líquido apurado em IFRS (International Financial Reporting Standards).
 
Para os acionistas da Gerdau S.A, serão destinados R$ 56,8 milhões, equivalentes a R$ 0,04 por ação. Aos acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A, serão pagos R$ 40,6 milhões, o que representa R$ 0,10 por ação.
 
De janeiro a dezembro, foram distribuídos mais de R$ 1 bilhão para os detentores de ações da Gerdau S.A. e acima de R$ 500 milhões para os acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A.

Sobre a Gerdau
 
A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e líder mundial em aços longos especiais para a indústria automotiva. Possui operações nas Américas, Europa e Ásia, as quais somam uma capacidade instalada de 26 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, reaproveita mais de 16 milhões de toneladas de sucata anualmente. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4 e GOAU3), Nova Iorque (NYSE: GNA, GGB), Toronto (GNA) e Madri (Latibex: XGGB).

Assessoria de Imprensa – (51) 3323-2170
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