Internacionalização impulsiona faturamento do Grupo Gerdau

Consolidação de novas empresas siderúrgicas e crescimento das vendas no mercado brasileiro aumentam em R$ 1 bilhão o faturamento do Grupo Gerdau, que evoluiu de R$ 19,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões, 5,3% a mais que nos nove meses de 2005

A consolidação de novas empresas siderúrgicas em 2006, somada ao aumento das vendas no mercado brasileiro, ampliou o faturamento do Grupo Gerdau em 5,3% em comparação com os nove meses de 2005, de R$ 19,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões. A partir deste ano, passaram a fazer parte do Grupo Gerdau a Siderperú (Peru) e a Sheffield Steel Corporation (EUA). Além disso, o Grupo Gerdau tornou-se acionista da Corporación Sidenor (Espanha), com 40% de participação societária e, no final de 2005, adquiriu a Diaco (Colômbia) e assumiu o controle da Sipar Gerdau (Argentina), o que também impactou positivamente no desempenho dos nove meses.
 
Do faturamento total, 46,1% foi gerado no Brasil, 42,0% nos Estados Unidos e Canadá, 9,0% nos demais países da América do Sul e 2,9% na Espanha. De janeiro a setembro, o faturamento em moeda estrangeira, proveniente das unidades fora do Brasil e das exportações a partir do País, representou 62,0%.
 
As vendas físicas do Grupo Gerdau atingiram 11,1 milhões de toneladas, volume 9,5% maior frente ao registrado nos nove meses de 2005. As operações no Brasil comercializaram 4,6 milhões de toneladas, sendo 3 milhões no mercado interno, onde foi verificado aumento de 12,8% nas vendas. “A expansão das vendas no Brasil reflete a maior demanda da construção civil, decorrente do aumento dos financiamentos imobiliários, maior nível de emprego e menores taxas de juros”, disse o vice-presidente sênior do Grupo Gerdau, Frederico Gerdau Johannpeter. O volume de exportações a partir do Brasil, no mesmo período, foi de 1,6 milhão de toneladas.
 
Como resultado, a produção de aço – placas, blocos e tarugos – no Brasil evoluiu 4,4%, alcançando 5,4 milhões de toneladas, enquanto que a de laminados cresceu 15,2%, para 3,4 milhões de toneladas.
 
Na América do Norte, as vendas físicas cresceram 6,5%, de 4,9 milhões de toneladas para 5,2 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção de aço atingiu 5,2 milhões de toneladas e a de laminados, 5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 11,1% e 8,8%, respectivamente.
 
As unidades na Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai somaram vendas de 1,1 milhão de toneladas, uma evolução de 137,6%. A produção de aço cresceu 154,2%, para 863 mil toneladas. A produção de laminados apresentou evolução de 170,5% e alcançou um milhão de toneladas. Na Espanha foram comercializadas 203 mil toneladas e produzidas 226 mil toneladas, volumes que correspondem à participação acionária do Grupo Gerdau.
 
Nos nove primeiros meses do ano, o EBITDA – lucro bruto menos despesas com vendas, gerais e administrativas mais depreciação e amortizações – alcançou R$ 4,1 bilhões, apresentando 6,7% de acréscimo. O lucro líquido consolidado atingiu R$ 2,7 bilhões, valor 7,0% maior que o registrado no mesmo período de 2005.

Investimentos chegam a US$ 1,4 bilhão
 
Nos nove meses do ano, o Grupo Gerdau investiu US$ 1,4 bilhão, sendo que metade dos recursos foi destinada à expansão e atualização tecnológica de unidades.
 
Do total de US$ 700 milhões, destacam-se os US$ 484,6 milhões (69,2%) aplicados no Brasil, especialmente na Gerdau Açominas e na Gerdau São Paulo. Em 31 de outubro entrou em operação a laminação da Gerdau São Paulo, localizada em Araçariguama. Para as unidades na América do Norte foram destinados US$ 159,9 milhões em recursos (22,8%), destinados principalmente para a ampliação da capacidade da Gerdau Ameristeel Jacksonville. As unidades na Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai receberam US$ 39,6 milhões (5,7%) e a na Espanha, US$ 16 milhões (2,3%).
 
Os recursos aplicados na aquisição de novos negócios em siderurgia – equivalentes a US$ 697,5 milhões – incluem a participação de 40% no capital da Corporación Sidenor (Espanha) e do controle acionário da Siderperu, assim como 100% da Sheffield Steel Corporation (EUA). Também foram adquiridas a Fargo Iron and Metal Company (EUA), empresa que armazena e processa sucata, e a Callaway Building Products (EUA), voltada para atender a construção civil com vergalhões cortados e dobrados e produtos para o setor.
 
Em novembro, o Grupo Gerdau concluiu a aquisição de uma participação majoritária na joint venture formada com a Pacific Coast Steel, Inc e a Bay Area Reinforcing. Essa empresa é uma das maiores fornecedoras de aço cortado e dobrado dos Estados Unidos, especializada em serviços de corte e dobra e montagem de produtos de aço.
 
Linha de crédito de US$ 400 milhões contribui para a gestão dos passivos
 
A Gerdau S.A. concluiu em novembro a operação de Senior Liquidity Facility no valor de US$ 400 milhões. Essa linha de crédito é uma ferramenta adicional na gestão dos passivos (Liability Management) implementado pela Companhia.
 
O programa possui um período de disponibilidade de três anos, com dois anos para pagamento a partir da efetivação de cada desembolso. Os custos envolvem um facility fee de 0,27% ao ano e juros de Libor mais 0,30% a 0,40% ao ano em caso de desembolso.
 
Ações das empresas Gerdau listadas em várias bolsas de valores do mundo somam mais de US$ 60 milhões em negociações diárias
 
Os acionistas das empresas de capital aberto do Grupo Gerdau no Brasil receberão dividendos na forma de juros sobre o capital próprio referentes ao 3º trimestre de 2006 em 30 de novembro com base nas posições de ações detidas em 21 de novembro. A Metalúrgica Gerdau S.A. pagará R$ 110,4 milhões (R$ 0,60 por ação) e a Gerdau S.A., R$ 231,9 milhões (R$ 0,35 por ação). No acumulado do ano, os dividendos da Metalúrgica Gerdau S.A. alcançaram R$ 305,9 milhões e os da Gerdau S.A., R$ 663,2 milhões.
 
A Metalúrgica Gerdau S.A. registrou, de janeiro a setembro, lucro líquido de R$ 1,0 bilhão (R$ 5,61 por ação), valor 5,7% superior ao contabilizado nos nove meses de 2005. No período, as negociações com os papéis da Metalúrgica Gerdau S.A. na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentaram R$ 3,1 bilhões, um crescimento de 50,3%. O valor médio diário das transações com ações preferenciais foi de R$ 15,5 milhões e o número de negócios evoluiu 21,1%, totalizando 112.537 transações.
 
A Gerdau S.A. teve lucro líquido de R$ 2,2 bilhões (R$ 3,31 por ação), o que representa um crescimento de 2,6% sobre o ano anterior. Na Bovespa, os papéis da Gerdau S.A. movimentaram R$ 8,3 bilhões, 17,6% a mais. O volume médio de negociações diárias com ações preferenciais da Gerdau S.A. atingiu R$ 39,9 milhões e, até setembro, foram realizados 287.462 negócios, número 6,1% maior que o registrado em 2005.
 
Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), os ADRs da Gerdau S.A. movimentaram US$ 5,0 bilhões nos nove meses do ano, valor 129,3% superior ao registrado no mesmo período de 2005. As negociações com os ADRs apresentaram média diária de US$ 26,2 milhões. Na Bolsa de Valores de Madri (Latibex), as ações preferenciais da Gerdau S.A. movimentaram € 20,6 milhões, valor superior aos € 19,5 milhões contabilizados em 2005.
 
A Gerdau Ameristeel Corporation irá pagar em sete de dezembro mais US$ 0,02 por ação, valor relativo ao terceiro trimestre com base nas posições detidas em 22 de novembro. Nos nove meses, a Gerdau Ameristeel apresentou lucro líquido, ajustado às normas contábeis brasileiras, de R$ 681,8 milhões.
 
Na Bolsa de Valores de Toronto, as ações da Gerdau Ameristeel movimentaram Cdn$ 860,7 milhões nos nove meses do ano, o que representa um crescimento de 46,5% sobre 2005. Como resultado, a média diária de negociações chegou a Cdn$ 4,6 milhões. Na Nyse, houve 96,3% de evolução no movimento de ações da Gerdau Ameristeel, para US$ 753,2 milhões, o que significa uma média diária de US$ 4 milhões.
 
As ações das empresas Gerdau listadas em várias bolsas de valores do mundo somam mais de US$ 60 milhões em negociações diárias.

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Terça-feira, 7 de novembro de 2006 
 
 
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