Grupo Gerdau supera o patamar de 20 milhões de toneladas em capacidade instalada

Investimentos de US$ 1,5 bilhão na usina de Ouro Branco ampliam capacidade do Grupo Gerdau de 19 milhões de toneladas de aço para 20,5 milhões de toneladas por ano

O aumento da capacidade instalada da Gerdau Açominas, de 3 milhões de toneladas para 4,5 milhões de toneladas por ano, posicionará o Grupo Gerdau num novo patamar no cenário global da siderurgia. Com o investimento de US$ 1,5 bilhão na unidade, localizada em Ouro Branco (MG), o Grupo Gerdau passará a ter capacidade instalada anual de 20,5 milhões de toneladas de aço, contra as atuais 19 milhões de toneladas.
 
A expansão da usina está voltada para atender ao mercado internacional, destino de aproximadamente 70% da sua produção, a qual é utilizada especialmente na construção civil, na indústria naval e automobilística, em eletrodomésticos e em peças de forjaria. “A demanda mundial mantém-se aquecida principalmente pelo consumo da China e essa tendência deve continuar ao longo do ano”, afirma o presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter. A produção global, no mês de maio, atingiu 104 milhões de toneladas, 9,3% mais que no mesmo período do ano anterior, segundo o International Iron and Steel Institute (IISI).
 
INVESTIMENTOS

O lingotamento contínuo de placas terá 1,5 milhão de toneladas de capacidade instalada anual, a qual poderá ser dobrada no futuro
 
Durante a comemoração dos 20 anos da Gerdau Açominas, o Grupo Gerdau comunica a instalação de um novo equipamento no valor de US$ 275 milhões, o lingotamento contínuo de placas, matéria-prima para a produção de aços planos.
 
O valor inclui o lingotamento contínuo, a unidade de desgaificação a vácuo para aumentar a qualidade do aço, o conjunto de pontes rolantes e equipamentos auxiliares, assim como as obras civis e a montagem eletromecânica.
 
Na primeira fase, o equipamento terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas por ano, as quais devem atender ao mercado a partir do início de 2009. No lingotamento contínuo de placas, já está prevista a estrutura básica para uma ampliação futura, quando poderá chegar a 3 milhões de toneladas de aço por ano.
 
Atualmente, estão em andamento investimentos na coqueria 2, sinterização 2, alto-forno 2, aciaria, laminação primária e central termoelétrica. Cerca de 80% dos equipamentos encomendados foram fabricados pelos fornecedores e 50% deles já chegaram à unidade. As obras civis para a expansão da coqueria 2 e da sinterização 2 estão em estágio adiantado. A coqueria transforma o carvão mineral em coque, matéria-prima siderúrgica. A sinterização é a etapa industrial em que é produzido o sinter, outro insumo importante.
 
O principal investimento do programa é o alto-forno 2, equipamento que transforma matérias-primas básicas – como sinter, coque e minério de ferro granulado – em ferro-gusa. O ferro-gusa é o principal insumo para a produção do aço, realizada na etapa seguinte do processo industrial.
 
Outro destaque é o lingotamento contínuo de blocos, onde é realizada a solidificação do aço líquido. Com a nova tecnologia, o principal ganho é o aumento da qualidade do produto, o qual passa a atender a exigentes especificações da indústria automotiva e de forjaria. Além disso, haverá 14% mais rendimento, o que significa menos perdas de aço no processo. Sua capacidade de produção será de 1,5 milhão de toneladas por ano, adequada aos novos patamares da usina.
 
A montagem de ambos os equipamentos, alto-forno e lingotamento contínuo de blocos, já teve início, assim como do forno de reaquecimento de blocos da laminação primária.
 
Também está programada a instalação de mais um forno-panela, o qual contribuirá para o aumento da qualidade do aço, entre outros. Além disso, será instalada uma linha de acabamento e resfriamento de tarugos e um laminador desbastador.
 
A usina ampliará a sua suficiência energética com a instalação de mais um turbo gerador soprador para abastecimento do novo alto-forno. Desta forma, a unidade manterá o nível de 70% de suficiência energética mesmo com a expansão, por meio do aproveitamento de gases gerados no próprio processo industrial.
 
GERAÇÃO DE EMPREGOS
 
Nova estrutura irá gerar 1,5 mil empregos fixos
 
Durante um ano e meio, cerca de cinco mil empregos temporários serão gerados e, no pico da construção, previsto para o final de 2006, serão geradas oito mil vagas no total. Cerca de 60% é mão-de-obra local - pedreiros, ajudantes, carpinteiros, eletricistas, mecânicos, soldadores e montadores, o que tem repercutido no desenvolvimento da economia regional. Isso porque a Gerdau Açominas está orientando as empresas prestadoras de serviços a contratar pessoas das cidades de Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Ouro Preto e localidades próximas. Depois que a nova estrutura começar a operar, serão mais 1,5 mil empregos permanentes, entre colaboradores diretos e prestadores de serviços.
 
Postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) foram instalados em Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete e Congonhas. Ali, as empresas de construção civil envolvidas no projeto passaram a ter acesso facilitado ao cadastro de profissionais que desejam trabalhar na ampliação da usina. Além disso, a Gerdau Açominas montou uma equipe multifuncional que atua com os funcionários do Sine na fiscalização dos contratos de trabalho firmados entre empresas e profissionais.
 
MEIO AMBIENTE
 
95% das águas são reaproveitadas no processo industrial
 
A expansão da unidade está limitada à atual área industrial e, por isso, será preservada a área verde da usina, que soma 4,3 mil hectares, sendo que 1,7 mil hectares compõem um cinturão verde.
 
Para manter os níveis de ecoeficiência da unidade, serão instalados novos equipamentos para a proteção das águas na coqueria, sinterização, alto-forno, aciaria e central termoelétrica. Atualmente, 13 sistemas de recirculação e tratamento das águas industriais garantem que 95% dos recursos hídricos sejam reaproveitadas no processo produtivo. Essa tecnologia faz com que a água que retorna para os rios esteja adequada aos parâmetros de qualidade exigidos pela legislação.
 
Certificada com a ISO 14.001, a unidade também investe continuamente na proteção do ar por meio da utilização de sistemas de despoeiramento, que filtram as partículas sólidas geradas na atividade industrial. Também opera com modernas centrais de co-produtos, sendo que 95% dos materiais gerados são reaproveitados pela própria usina e por outros setores da economia.
 
GERDAU AÇOMINAS
 
Posição estratégica garante a eficiência competitiva da usina
 
A Gerdau Açominas é a maior usina do Grupo Gerdau. Sediada em uma área de 13 mil hectares, possui localização estratégica em relação ao minério de ferro, aos principais centros consumidores nacionais, às ferrovias e à infra-estrutura para escoamento da produção para o exterior, o qual é feito pelo Terminal Privativo de Praia Mole (ES). A unidade é uma das proprietárias do terminal. A unidade iniciou suas operações em 1986. No ano de 1997, com a reestruturação da usina, o Grupo Gerdau passou a ter a participação na empresa, a convite do CEA – Clube dos Empregados da Açominas.
 
O mix de produtos da Empresa é formado por tarugos, placas, blocos, fio-máquina e perfis estruturais vendidos para mais de 40 países, além de produtos carboquímicos e co-produtos utilizados pela indústria metalúrgica, química e em pavimentações.
 
Emprega 4,6 mil pessoas diretamente e possui cerca de 3,2 mil prestadores de serviços.
 
14º maior produtor de aço do mundo
 
O Grupo Gerdau é uma empresa internacional, com unidades no Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos e Uruguai, assim como participações societárias na Espanha e nos Estados Unidos. É o 14º maior produtor de aço do mundo, segundo o ranking do International Iron and Steel Institute (IISI). Em 2005, faturou R$ 25,5 bilhões e o lucro líquido foi de R$ 3,3 bilhões. No mesmo período, a produção de aço atingiu 13,7 milhões de toneladas. Possui mais de 27 mil colaboradores.

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Quarta-feira, 28 de junho de 2006 
 
 
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