Gerdau registra melhora gradual dos mercados no 2º trimestre

Aumento de 10% nas vendas físicas e de 22% na produção de aço da Gerdau são reflexos da gradual recuperação do mercado siderúrgico mundial

A Gerdau encerrou o segundo trimestre com vendas físicas e produção de aço crescentes frente aos meses de janeiro a março, como reflexo da gradual retomada da demanda no mercado mundial. De abril a junho, as vendas físicas consolidadas apresentaram 10,4% de aumento em relação ao primeiro trimestre de 2009, alcançando 3,4 milhões de toneladas, especialmente em razão da reposição dos estoques da cadeia consumidora de aço e da gradual retomada da construção civil, especialmente no Brasil. Os sinais de recuperação também são evidenciados pela comparação entre o volume de vendas consolidado nos meses de dezembro de 2008 e junho de 2009, quando foi registrado um acréscimo de 26,2%. Para atender à expansão da demanda, a produção de aço bruto no segundo trimestre evoluiu 21,6% em relação ao período imediatamente anterior e chegou a 3,1 milhões de toneladas.
 
Apesar de as vendas físicas terem apresentado crescimento, o faturamento bruto foi de R$ 7,2 bilhões, uma redução de 6,5% frente ao primeiro trimestre de 2009, e a receita líquida alcançou R$ 6,4 bilhões, devido aos menores preços praticados nos distintos mercados e ao efeito cambial negativo sobre as receitas geradas em dólares, o que foi parcialmente compensado pelo maior volume comercializado no período.
 
De abril a junho, o EBITDA (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação, amortização e perdas por baixas contábeis de imobilizados, intangíveis e ágio), também conhecido como geração de caixa operacional, foi de R$ 595 milhões, mantendo-se em linha com o primeiro trimestre de 2009.
 
Desconsiderando itens não-recorrentes presentes no resultado, o lucro líquido consolidado da Gerdau teria sido de R$ 467 milhões. No trimestre, foram contabilizados itens não-recorrentes em função de baixas contábeis de imobilizados, intangíveis e ágio, que resultaram em um impacto negativo no resultado da Gerdau, líquido de imposto de renda, no valor de R$ 796 milhões. De abril a junho, os itens não-recorrentes geraram um resultado contábil negativo de R$ 329 milhões.
 
“O resultado do trimestre foi impactado por itens contábeis não-recorrentes, sem impacto significativo no caixa, e, portanto, não reflete os esforços de ajustes operacionais realizados frente ao cenário econômico vigente, de reduzida demanda, mas que vem apresentando gradual melhora. Com o comprometimento das nossas equipes, aumentamos o caixa para R$ 6,3 bilhões, com destaque para o maior volume de vendas e a redução do capital de giro, principalmente em estoques, e de custos”, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter. Ao longo do primeiro semestre, os custos totais de produção da empresa foram reduzidos em R$ 2,4 bilhões, contribuindo para o aumento do caixa da companhia. Além disso, houve uma expressiva redução da dívida bruta no semestre, que passou de R$ 23,2 bilhões para R$ 18,9 bilhões no período.
 
No segundo trimestre, os mercados de todas as operações da Gerdau apresentaram crescimento. No Brasil (exceto as unidades produtoras de aços especiais), as vendas físicas para o mercado interno e externo chegaram a 1,2 milhão de toneladas, o que representa 10,6% de acréscimo sobre o período imediatamente anterior. No mercado interno, a expansão foi ainda maior, de 12,6% em relação ao primeiro trimestre de 2009, alavancada pela expansão da construção civil e a recuperação da atividade industrial. As exportações a partir do Brasil também evoluíram, para 400 mil toneladas, 6,7% a mais, gerando receitas de R$ 389 milhões. Os volumes de produção das unidades Gerdau no Brasil apresentaram 32,9% de variação positiva, chegando a 1,2 milhão de toneladas.
 
No Canadá e Estados Unidos (exceto unidades produtoras de aços especiais), a Gerdau Ameristeel comercializou 1,2 milhão de toneladas, superando em 14,7% o volume de vendas registrado no primeiro trimestre. A produção de aço, nesse mesmo período, foi de 1,2 milhão de toneladas, uma expansão de 16,6%.
 
Na América Latina (exceto Brasil), as vendas físicas atingiram 507 mil toneladas, aumentando em 4,1%, ao passo que a produção de aço manteve-se estável, em 317 mil toneladas no segundo trimestre do ano.
 
No segmento de aços especiais (unidades no Brasil, Estados Unidos e Espanha), as vendas físicas foram 5,5% maiores, atingindo 420 mil toneladas. No mesmo período, a produção de aço foi de 398 mil toneladas, apresentando uma alta de 28% em relação ao primeiro trimestre do ano.
 
Investimentos
 
No segundo trimestre de 2009, os desembolsos para projetos já em andamento (ativo imobilizado) somaram US$ 149 milhões. Desse total, 49% foram aplicados no Brasil (exceto nas unidades produtoras de aços especiais) e 51% nas demais operações.
 
Conforme divulgado anteriormente, o plano de investimentos em ativo imobilizado da companhia é de US$ 3,6 bilhões para os próximos cinco anos (2009-2013). Esse valor poderá ser reduzido em razão da diminuição dos custos na aquisição de equipamentos e de construção civil. Em 2009, a previsão de desembolsos de caixa é de US$ 550 milhões, sendo que US$ 391 milhões já foram aplicados ao longo do primeiro semestre.
 
Sobre a Gerdau
 
A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada de 26 milhões de toneladas de aço por ano. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, por ano, cerca de 16 milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 e AVIL3), Nova Iorque (Nyse: GNA, GGB), Toronto (GNA.TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).
 
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Quinta-feira, 6 de agosto de 2009
 
 
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