Faturamento da Gerdau chega a R$ 13,5 bilhões no semestre

Investimentos da Gerdau no semestre chegam a US$ 1,1 bilhão, dos quais US$ 697 milhões são destinados a aquisições e US$ 392 milhões à ampliação e atualização tecnológica das plantas industriais

Neste primeiro semestre de 2006, a Gerdau repetiu o faturamento global de R$ 13,5 bilhões verificado de janeiro a junho de 2005, um dos melhores anos da história da siderurgia mundial. Deste total, R$ 8,2 bilhões (60,8%) foram decorrentes da sua atuação internacional, por meio de exportações a partir do Brasil e do desempenho das unidades Gerdau na Argentina, Chile, Colômbia, Canadá, Estados Unidos, Espanha e Uruguai.
 
No mesmo período, a produção consolidada de aço da Gerdau cresceu 10,4%, atingindo 7,7 milhões de toneladas, e a de laminados evoluiu 17,4%, para 6,3 milhões de toneladas. Os produtos laminados são obtidos a partir da transformação do aço em produtos siderúrgicos finais como vergalhões, barras, perfis e fio-máquina.
 
No mercado interno brasileiro, o faturamento teve 3,4% de acréscimo sobre os primeiros seis meses de 2005, chegando a R$ 5,3 bilhões, equivalente a 39,2% do consolidado. Foram vendidos 2,0 milhões de toneladas, 12,1% a mais, principalmente pela recuperação da demanda da construção civil e continuidade do consumo de aço pela indústria. “A redução das taxas de juros e a diminuição do IPI contribuíram para o aquecimento do mercado nacional, o qual deverá manter tendência muito positiva nos próximos meses”, afirma o vice-presidente sênior, Frederico Gerdau Johannpeter.
 
No mesmo período, parte dos volumes normalmente direcionados para o exterior a partir do Brasil foi redirecionado para atender o crescimento do consumo interno. Os embarques ao exterior foram reduzidos em 12,9%, para 1,4 milhão de toneladas, volume que considera também as vendas para empresas do Grupo nos diversos países. A receita decorrente dos embarques para o exterior foi de US$ 533,4 milhões.
 
Dentro desse cenário, foram produzidos no Brasil 3,6 milhões de toneladas de aço, 1,8% a mais, e 2,3 milhões de toneladas de laminados, um acréscimo de 15,9%.
 
Nos Estados Unidos e Canadá, as vendas cresceram 9,5% devido à expressiva demanda por aço na América do Norte. Foram comercializados 3,5 milhões de toneladas, o que representou 47,3% do total de vendas físicas realizadas pelo Grupo. Para fazer frente ao aumento do consumo de aço, as usinas na América do Norte produziram 3,5 milhões de toneladas de aço (+ 7,3%) e 3,3 milhões de toneladas de laminados (+ 4,4%). O faturamento na região manteve-se em R$ 5,8 bilhões e representou 43,0% do consolidado.
 
A incorporação de unidades na Colômbia (Sidelpa e Diaco) e o aumento de participação de 38,5% para 74,4% na Sipar (Argentina) impactaram positivamente nos resultados da região. Juntas, as operações na Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai venderam 115,5% a mais, passando de 316 mil toneladas para 681 mil toneladas. O faturamento do Grupo Gerdau na América do Sul, exceto Brasil, ultrapassou pela primeira vez R$ 1 bilhão (R$ 1,1 bilhão) no período, uma evolução de 76,6% em comparação com os primeiros seis meses de 2005. A produção de aço na região cresceu 114,2%, chegando a 489 mil toneladas, e a de laminados apresentou 135,9% de evolução (587 mil toneladas).
 
Neste semestre, também passou a ser consolidada a participação de 40% no capital social da Corporación Sidenor (Espanha), que representou R$ 428,7 milhões de faturamento e vendas físicas de 157 mil toneladas. Em relação à produção, foram contabilizadas 166 mil toneladas de aço e 143 mil toneladas de laminados.
 
O lucro consolidado da Gerdau no período foi de R$ 1,8 bilhão, crescimento de 6,2% sobre o mesmo período de 2005.

Gerdau mantém trajetória como um dos consolidadores do setor siderúrgico
 
Os investimentos realizados pela Gerdau no primeiro semestre superaram US$ 1,1 bilhão. Deste total, os recursos destinados à aquisição de empresas responderam por US$ 697 milhões, valor que também inclui as dívidas das respectivas companhias assumidas pelo Grupo Gerdau. O maior investimento, de US$ 340,0 milhões, ocorreu na Espanha, com a aquisição de 40% do capital social da Corporación Sidenor. Nos Estados Unidos, foram destinados US$ 187,0 milhões para assumir a Sheffield Steel Corporation, com capacidade instalada de 600 mil toneladas ao ano.
 
Na América do Sul, a principal iniciativa foi a aquisição do bloco de controle da Siderperu - 50% do capital social mais uma ação - em leilão público na Bolsa de Valores de Lima, no valor de US$ 60,6 milhões. A Gerdau também assumiu US$ 102,0 milhões de dívidas da empresa.
 
Os investimentos para a ampliação e atualização tecnológica das unidades somaram US$ 392 milhões, sendo que as plantas industriais no Brasil absorveram 69,0% do valor. Os principais destaques são a ampliação da capacidade instalada da Gerdau Açominas (Ouro Branco) de 3 milhões de toneladas para 4,5 milhões de toneladas ao ano e a construção da laminação da Gerdau São Paulo (Araçariguama), ambas em andamento. A laminação da Gerdau São Paulo significará uma nova etapa da unidade, cuja aciaria foi inaugurada em março deste ano.
 
Para as unidades na América do Norte, foram destinados US$ 82,4 milhões (21,0% do total), os quais foram direcionados, principalmente, para ampliação da capacidade da Gerdau Ameristeel Jacksonville (Flórida) e a modernização das unidades siderúrgicas adquiridas em 2004.
 
As plantas industriais localizadas na Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai receberam US$ 39,1 milhões em investimentos para atualização tecnológica.
 
Dividendos das empresas de capital aberto no Brasil serão pagos em 24 de agosto
 
Os acionistas das empresas de capital aberto no Brasil receberão, no dia 24 de agosto, os dividendos referentes ao segundo trimestre do ano, com base nas posições detidas em 14 de agosto de 2006. A Metalúrgica Gerdau S.A. pagará R$ 99,4 milhões (R$ 0,54 por ação) e a Gerdau S.A., R$ 231,9 milhões (R$ 0,35 por ação).
 
No semestre, a Metalúrgica Gerdau S.A. obteve lucro líquido de R$ 685,2 milhões, equivalentes a R$ 3,72 por ação. A Gerdau S.A. teve lucro líquido de R$ 1,5 bilhão de janeiro a junho, o que representa R$ 2,23 por ação.
 
As negociações com os papéis da Metalúrgica Gerdau S.A. na Bolsa de Valores de São Paulo movimentaram R$ 2,3 bilhões no semestre, o que representa um crescimento de 66,0%. O valor médio diário das ações preferenciais negociadas foi de R$ 17,3 milhões e o número de transações evoluiu 34,7% no período, chegando a 76.018 negócios.
 
As ações da Gerdau S.A. movimentaram R$ 6,2 bilhões no primeiro semestre, 32,1% a mais que o mesmo período do ano passado. O valor médio diário das ações preferenciais negociadas alcançou R$ 44,3 milhões (+ 31,1%) e foram realizados 196,2 mil negócios (+ 12,8%).
 
Na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), os ADRs da Gerdau S.A registraram um crescimento de 175,4% no volume movimentado com negócios, totalizando US$ 3,6 bilhões. A média diária foi de US$ 28,5 milhões contra US$ 10,3 milhões.
 
Na Bolsa de Valores de Madri (Latibex) as ações da Gerdau S.A. movimentaram recursos na ordem de €16,2 milhões contra os € 8,1 milhões negociados no primeiro semestre de 2005.
 
No semestre, o lucro líquido da Gerdau Ameristeel, empresa responsável pelas operações na América do Norte, foi de R$ 470,0 milhões e a receita líquida, R$ 5,5 bilhões. No dia 1º de setembro, a empresa pagará aos acionistas dividendos trimestrais de US$ 0,02 por ação com base nas posições detidas em 17 de agosto.
 
As ações da Gerdau Ameristeel Corporation, empresa responsável pelas operações na América do Norte, movimentaram na Bolsa de Toronto Cdn$ 612,5 milhões, 39,4% a mais do que o mesmo período de 2005, resultando em uma média diária de Cdn$ 4,8 milhões. Na NYSE, as transações com ações da empresa totalizaram US$ 525,0 milhões, valor 180,1% maior, e a média diária foi de US$ 4,2 milhões (+ 180,1%).

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Quarta-feira, 2 de agosto de 2006 
 
 
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