Expansão internacional e aumento da demanda no Brasil elevam faturamento do Grupo Gerdau para R$ 34,2 bilhões

Estudos de prospecção superam as expectativas e apontam existência de 1,8 bilhão de toneladas de minério de ferro nas reservas do Grupo Gerdau no Brasil, as quais poderão, já em 2010, fornecer 80% da demanda das unidades no país

A expansão internacional do Grupo Gerdau, somada ao aumento de 15,5% das vendas no Brasil, elevou o faturamento bruto consolidado para R$ 34,2 bilhões em 2007, o que representa um crescimento de 18,5% em relação ao ano anterior.
 
Ao longo do exercício, o Grupo Gerdau realizou aquisições em países onde já atuava – Estados Unidos e Espanha – e nos novos mercados: México, Venezuela, República Dominicana e Índia. No balanço de 2007, entretanto, ainda não foram consolidadas as empresas Macsteel (Estados Unidos), Corsa (México) e a joint venture Kalyani Gerdau (Índia).
 
Do total de R$ 34,2 bilhões de faturamento bruto, as unidades no Brasil responderam por 47%, as plantas industriais nos Estados Unidos e Canadá contribuíram com 33,3%, as unidades da América Latina (exceto Brasil) somaram 10,6% e as da Espanha representaram 9,1% do consolidado. As receitas das operações no exterior, somadas às exportações a partir do Brasil, alcançaram 60% do faturamento bruto total.
 
Nesse mesmo período, o lucro líquido consolidado alcançou R$ 4,3 bilhões e se manteve em linha com o valor registrado no ano anterior. Entretanto, excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido cresceu 11,9% em relação ao exercício anterior, chegando a R$ 4,5 bilhões. Isso porque, em 2007, houve despesas de R$ 164 milhões (devolução de valores de IPI compensados como créditos sobre insumos, em decorrência de modificação de orientação jurisprudencial com efeito retroativo; e custos de reorganização industrial) enquanto que, em 2006, o Grupo obteve receitas de R$ 263 milhões (deságio e ajustes de valor de mercado de opções de compra e/ou venda de participações acionárias e receitas sobre recolhimento indevido de contribuições sociais), ambos como itens não recorrentes.
 
“O primeiro ano de gestão da nova governança corporativa foi marcado pelo continuado desempenho operacional positivo e pela expansão que ampliou a plataforma de crescimento do Grupo Gerdau no cenário siderúrgico internacional. Seguiremos com a estratégia de crescer com rentabilidade e manter elevados padrões de competitividade. Nesse contexto, destaco a recente ampliação de nossas reservas de minério de ferro, que poderão responder por 80% do fornecimento dessa matéria-prima para as unidades do Grupo no Brasil em 2010. Além disso, nosso plano de investimentos prevê, para os próximos três anos, US$ 6,4 bilhões na expansão e atualização tecnológica das plantas industriais”, afirma o diretor-presidente (CEO), André Gerdau Johannpeter.
 
No exercício, as vendas físicas totais aumentaram em 15,2% e chegaram a 17,2 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção consolidada de aço (placas, blocos e tarugos) apresentou acréscimo de 13,6% e atingiu 17,9 milhões de toneladas. A produção de laminados (produtos finais, como vergalhões, barras e perfis) teve uma evolução de 18,4%, chegando a 15,2 milhões de toneladas.
 
No Brasil, a expansão da construção civil e da indústria, principais clientes do Grupo Gerdau, possibilitou um crescimento de 15,5% nas vendas físicas, cujo volume chegou a 4,9 milhões de toneladas. Para atender o aumento da demanda no mercado interno, as exportações a partir do Brasil tiveram redução de 10,3%, para 2,1 milhões de toneladas. Foi gerado US$ 1,4 bilhão em receitas de exportações, incluindo os embarques para as empresas controladas e coligadas.
 
Nos demais países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), o desempenho de vendas evoluiu 45,5% em relação a 2006 e foram comercializados 2,3 milhões de toneladas em decorrência das aquisições realizadas no período e da expansão da economia na região. Caso fossem descontados os volumes comercializados pelas novas empresas, as vendas teriam crescido 7,7% em comparação com o ano anterior.
 
Nos Estados Unidos e Canadá, as vendas totalizaram 6,9 milhões de toneladas em 2007, 14,9% a mais que em 2006. Sem as aquisições consolidadas no ano, as vendas teriam se mantido praticamente iguais a 2006, o que demonstra que as operações na região não foram impactadas, no período, pela crise imobiliária dos Estados Unidos. Isso porque o foco das operações do Grupo na América do Norte é a construção civil não residencial, obras de infra-estrutura e indústria metal-mecânica.
 
Na Espanha, foram comercializadas 936 mil toneladas, volume 37,4% superior ao ano anterior. Caso fosse excluída a contribuição das novas empresas, o acréscimo nas vendas teria sido de 5,2%.

Investimentos no ano ampliam capacidade instalada em 24,8%
 
Em 2007, o Grupo Gerdau investiu US$ 6,3 bilhões em aquisições e na atualização tecnológica e ampliação de suas plantas industriais. Com isso, sua capacidade instalada de aço cresceu 24,8%, de 20 milhões de toneladas para 24,8 milhões de toneladas.
 
Os investimentos em aquisições somaram US$ 4,8 bilhões e não incluem as empresas Macsteel (Estados Unidos), Corsa (México) e a joint venture Kalyani Gerdau (Índia). Desse total, US$ 4,3 bilhões foram destinados para aquisições nos Estados Unidos, US$ 466 milhões na América Latina (exceto o Brasil) e US$ 25 milhões na Espanha.
 
Nos Estados Unidos, ocorreu a compra da Chaparral Steel, segunda maior produtora de perfis estruturais na América do Norte, por US$ 4,2 bilhões. Mesmo não consolidada no período, ocorreu em 2007 o acordo para aquisição da Macsteel, por US$ 1,7 bilhão incluindo dívidas, que posicionará o Grupo Gerdau como o maior fabricante mundial de aços especiais para o setor automotivo.
 
Os investimentos em ativo imobilizado somaram US$ 1,5 bilhão, sendo US$ 1 bilhão destinado às operações no Brasil, com destaque para a expansão da Gerdau Açominas (MG), que colocou em operação, em 2007, novo alto-forno, segunda sinterização e lingotamento contínuo de blocos, aumentando a sua capacidade instalada anual para 4,5 milhões de toneladas. Em 2008, a Gerdau Açominas irá ampliar o laminador de perfis estruturais, finalizar a construção de uma nova coqueria e concluir as instalações do lingotamento de placas e da sua nova unidade de desgaseificação.
 
Nos Estados Unidos e Canadá, os recursos para a atualização tecnológica e expansão das unidades industriais atingiu US$ 190 milhões. Na América Latina (exceto o Brasil), os investimentos em ativo imobilizado alcançaram US$ 165 milhões e destinaram-se principalmente para a ampliação das unidades no México e na Colômbia. As unidades na Espanha receberam, nesse mesmo período, US$ 140 milhões.
 
Gerdau investirá US$ 6,4 bilhões até 2010
 
Nos próximos três anos, o Grupo Gerdau investirá US$ 6,4 bilhões para a atualização tecnológica e expansão de suas unidades. Desse total, US$ 4,4 bilhões serão destinados para as operações no Brasil, US$ 785 milhões para o Canadá e Estados Unidos, US$ 859 milhões para os demais países da América Latina e US$ 295 milhões para a Espanha. O desembolso dos recursos seguirá o seguinte cronograma: US$ 1,5 bilhão em 2008, US$ 2,8 bilhões em 2009 e US$ 2,1 bilhões em 2010. Esses valores não incluem futuras aquisições.
 
Com isso, a capacidade instalada de aço do Grupo Gerdau crescerá 13,9%, para 28,3 milhões de toneladas, sendo 12,7 milhões de toneladas no Brasil (+10,8%) e 15,6 milhões de toneladas no exterior (+ 16,6%). A capacidade de produção de laminados também será ampliada, alcançando 24,8 milhões de toneladas (+18,5%), dos quais 9,4 milhões de toneladas serão localizados no Brasil (+38,5%) e os demais 15,4 milhões de toneladas, no exterior (+8,9%).
 
Também estão programados investimentos de US$ 500 milhões nas joint ventures na Índia, México e República Dominicana.
 
Reservas de minério de ferro podem suprir de forma crescente a necessidade da matéria-prima
 
Recentemente, estudos de prospecção apontaram a existência de 1,8 bilhão de toneladas de minério de ferro nas reservas do Grupo Gerdau em Minas Gerais, as quais estão localizadas em Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco.
 
O consumo atual de minério de ferro do Grupo Gerdau no Brasil é de aproximadamente 9,4 milhões de toneladas por ano. Portanto, as reservas podem suprir de forma crescente a sua necessidade de matéria-prima. Em 2008, cerca de 30% do minério consumido pela Gerdau Açominas será fornecido pelas reservas próprias, percentual que deverá atingir 45% até o final de 2009. Em 2010, as minas poderão responder por 80% do minério utilizado pelas unidades Gerdau no Brasil. A maior utilização futura da capacidade das minas será decidida de acordo com a situação de mercado e a partir de novos investimentos em expansão industrial, principalmente na Gerdau Açominas.
 
Além dos investimentos de US$ 90 milhões já realizados na área de mineração, estão programados mais US$ 120 milhões entre 2008-2010, que incluem a planta de tratamento em Várzea do Lopes e a estrutura logística para escoamento da matéria-prima. Com isso, o Grupo Gerdau passará a ter uma equação de custos mais competitiva frente ao mercado mundial.
 
Grupo Gerdau é pioneiro no Brasil na aplicação do novo padrão internacional
 
A partir de 2007, o Grupo Gerdau passou a adotar as regras internacionais de contabilidade definidas pela IFRS (International Financial Reporting Standards) ao apresentar seus resultados financeiros, sendo a primeira organização no Brasil a aplicar a nova prática contábil. Com isso, antecipou-se ao prazo de 2010 concedido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) às empresas de capital aberto no país e deu mais um passo para reforçar a sua posição de grupo siderúrgico global. O IFRS é a prática contábil de maior convergência nos mercados internacionais e se traduz em mais transparência, facilitando o entendimento das informações apresentadas.
 
Para permitir a comparação com os números de 2007, as novas regras contábeis também foram aplicadas no balanço de 2006.
 
Pagamento de dividendos ocorrerá no dia 5 de março
 
No dia 5 de março, os acionistas das duas empresas de capital aberto do Grupo Gerdau no Brasil – Metalúrgica Gerdau e Gerdau S.A. – receberão dividendos referentes ao quarto trimestre do ano. O pagamento será feito com base nas posições acionárias de 22 de fevereiro.
 
Na Metalúrgica Gerdau S.A., serão pagos R$ 90,2 milhões, equivalentes a R$ 0,49 por ação. Aos acionistas da Gerdau S.A., serão destinados R$ 192,2 milhões, o que corresponde a R$ 0,29 por ação. No acumulado do ano, os dividendos pagos aos acionistas da Metalúrgica Gerdau S.A. e da Gerdau S.A. irão somar, respectivamente, R$ 386,4 milhões e R$ 834,9 milhões.

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Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 
 
 
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