Esforço de gestão e recuperação dos mercados melhoram desempenho da Gerdau

- Vendas físicas aumentam 15% no terceiro trimestre, para 3,9 milhões de toneladas, com destaque para a recuperação do mercado brasileiro.

- Custo das vendas reduz 5% e as despesas com vendas, gerais e administrativas diminuem 14%.
 
- EBITDA alcança R$ 1,4 bilhão, 131% a mais sobre o trimestre anterior.
 
- Margem EBITDA passa de 9% no segundo trimestre para 20%.
 
- Dívida líquida diminui 16% no terceiro trimestre e 40% nos nove primeiros meses de 2009.
 
A gradual retomada da demanda mundial por aço, especialmente no Brasil, ampliou as vendas físicas da Gerdau para 3,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, volume 14,7% maior frente ao segundo trimestre deste ano. Na comparação entre os meses de setembro de 2009 e dezembro de 2008, a expansão das vendas físicas foi ainda maior, atingindo 46,3%. Para atender a evolução da demanda, a produção consolidada de aço da companhia foi de 4 milhões de toneladas no trimestre, 29,8% maior em relação ao período de abril a junho de 2009.
 
Como conseqüência, o faturamento bruto da Gerdau aumentou 8%, somando R$ 7,8 bilhões. A receita líquida, por sua vez, passou de R$ 6,4 bilhões no segundo trimestre para R$ 6,8 bilhões no terceiro trimestre.
 
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações e perdas por baixas contábeis de ativos), também conhecido como geração de caixa operacional, foi de R$ 1,4 bilhão no trimestre, apresentando expansão de 131,1% em comparação com o período imediatamente anterior. A margem EBITDA, um dos principais indicadores para demonstrar a rentabilidade da empresa, considerando a sua geração de caixa operacional, também mais que dobrou, passando de 9,3% no segundo trimestre para 20,2%.
 
De julho a setembro, a Gerdau teve lucro líquido de R$ 655 milhões em termos consolidados. Desconsiderando os itens não-recorrentes, líquidos de imposto de renda, no valor de R$ 90 milhões, o lucro líquido teria sido de R$ 745 milhões no trimestre. No acumulado do ano, a empresa teve resultado positivo de R$ 361 milhões.
 
“A demanda tem crescido gradualmente, mas de forma distinta em cada região onde atuamos. Frente a esse cenário de melhoria, conseguimos, com o empenho de nossas equipes, reduzir custos e capital de giro, além de diminuir o endividamento, mantendo um elevado nível de liquidez de caixa, de R$ 5,4 bilhões em setembro. Isso demonstra que a estratégia de adaptação da empresa à nova realidade econômica mundial está sendo bem-sucedida. Seguimos monitorando o comportamento dos mercados e estamos preparados para atender a expansão do consumo por aço”, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter.
 
De julho a setembro, o custo de vendas – o qual envolve os custos para a produção do aço que foi comercializado no terceiro trimestre – foi reduzido em 5,3%, mesmo com o aumento de 14,7% no volume de produtos vendidos. Portanto, os esforços para diminuir os custos de produção realizados ao longo do ano se refletiram positivamente no desempenho financeiro da companhia. As despesas com vendas, gerais e administrativas apresentaram 13,8% de diminuição no terceiro trimestre, passando para R$ 520 milhões.
 
Além disso, o capital de giro, representado pelas contas a receber de clientes, mais estoques e menos fornecedores, foi de R$ 7,1 bilhões em setembro de 2009, o que representa uma redução de R$ 430 milhões perante o mês de junho. No terceiro trimestre, a dívida liquida diminuiu 15,7%, para R$ 10,7 bilhões e, nos nove primeiros meses de 2009, a redução foi de 39,9%.
 
No trimestre, todas as operações da companhia apresentaram vendas físicas crescentes. No Brasil (excluindo unidades produtoras de aços especiais), as vendas físicas para o mercado interno e externo chegaram a 1,4 milhão de toneladas, 20% a mais sobre o segundo trimestre. Desse total, 1 milhão de toneladas foi comercializado no mercado interno (+26,4%), especialmente pela expansão da construção civil e da indústria. Os embarques para o exterior somaram 428 mil toneladas (+7%). No período, o reinício das operações do alto-forno 1 da unidade de Ouro Branco, a partir de 1º de julho, contribuiu para o atendimento da maior demanda por aço.
 
No Canadá e Estados Unidos (excluindo unidades produtoras de aços especiais), as vendas físicas tiveram 13,8% de acréscimo e alcançaram 1,4 milhão de toneladas no trimestre em razão da reposição de estoques ao longo da cadeia consumidora e da maior demanda sazonal.
 
Nos demais países da América Latina (excluindo Brasil), as vendas apresentaram 5,9% de evolução, somando 537 mil toneladas, com destaque para Argentina, Chile, Uruguai e México.
 
Na Operação de Negócio Aços Especiais (unidades no Brasil, Estados Unidos e Espanha), foram comercializadas 475 mil toneladas, volume 13,1% superior perante o segundo trimestre, devido à recuperação gradativa dos mercados brasileiro e norte-americano.
 
Gerdau aumenta plano global de investimentos com retomada da demanda
 
No trimestre, os investimentos em ativo imobilizado somaram R$ 231,7 milhões, sendo 66,3% voltados para o Brasil e 33,7% para as demais operações. No acumulado do ano, os desembolsos totalizaram R$ 1,1 bilhão.
 
Frente à gradativa recuperação da demanda por aço, a Gerdau revisou o seu plano de investimentos. Para os próximos cinco anos (2010-2014), serão investidos R$ 9,5 bilhões, sendo aproximadamente 80% no Brasil.
 
No País, a Gerdau informou recentemente a retomada da implantação do laminador de chapas grossas na unidade de Ouro Branco (MG), estimado em R$ 1,75 bilhão. O equipamento terá capacidade instalada de 1 milhão de toneladas por ano, com possibilidade de futuras expansões, e sua entrada em operação está programada para o final de 2012. As obras de instalação devem ser iniciadas em 2010, sendo que, no pico da obra, devem ser gerados quatro mil empregos temporários. Além disso, 420 novas vagas permanentes devem ser criadas para a operação do novo equipamento.
 
O principal foco desse investimento é o mercado interno, especialmente para o segmento petrolífero, seguido da indústria naval, da construção civil (construção metálica) e de equipamentos pesados (máquinas e implementos). O excedente de produção será destinado à exportação para os demais países da América Latina.
 
Na unidade de Ouro Branco (MG), também está sendo retomada a expansão do laminador de perfis estruturais, um investimento R$ 100 milhões, que deverá ampliar a sua capacidade instalada anual de 540 mil toneladas para 700 mil toneladas em 2011. O aumento da produção de perfis estruturais está voltado principalmente para abastecer as obras para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016, assim como as demandas a serem geradas pela exploração do Pré-Sal.
 
Além disso, a Gerdau irá reiniciar hoje a operação da Mina de Várzea do Lopes (MG), a qual deve atingir uma produção anual de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro. Somando a sua produção em Miguel Burnier e Várzea do Lopes, a Gerdau deverá alcançar um ritmo de produção anual de 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro, voltado para atender as necessidades de consumo próprio.
 
Para a joint venture da Gerdau na Índia – país que ocupa a posição de terceiro maior produtor de aço mundial, considerando os nove primeiros meses de 2009 –, estão programados R$ 88 milhões em investimentos no ano de 2010. Esse investimento reforça a estratégia da companhia de atuar no mercado asiático, atendendo a construção civil e a indústria automotiva. Para essa operação, está programada a instalação de um laminador, voltado à produção de vergalhões e aços especiais, o qual terá capacidade instalada de 300 mil toneladas por ano. A previsão é que o equipamento entre em operação no ano de 2011.
 
Pagamento de dividendos ocorrerá no dia 26 de novembro
 
Em razão dos resultados apresentados até setembro de 2009, a Metalúrgica Gerdau S.A. e a Gerdau S.A. decidiram pagar dividendos, a título de antecipação da remuneração obrigatória anual, na forma de juros sobre capital.
Aos acionistas da Metalúrgica Gerdau serão pagos R$ 67,1 milhões, o que corresponde a R$ 0,165 por ação e aos da Gerdau S.A. serão destinados R$ 106,5 milhões, equivalentes a R$ 0,075 por ação.
 
Sobre a Gerdau
 
A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 20 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, por ano, cerca de 16 milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 e AVIL3), Nova Iorque (Nyse: GNA, GGB), Toronto (GNA: TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).
 
Assessoria de Imprensa – (51) 3323-2170
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Quinta-feira, 5 de novembro de 2009.
 
 
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