Crescimento internacional impulsiona faturamento do Grupo Gerdau

Faturamento consolidado atinge R$ 27,5 bilhões em 2006, 7,2% a mais do que em 2005

O crescimento internacional impulsionou o faturamento consolidado do Grupo Gerdau para R$ 27,5 bilhões, superando em 7,2% o valor de R$ 25,6 bilhões registrado em 2005. Em dólares, o faturamento cresceu 17,4%, devido à valorização de 8,7% do real frente à moeda norte-americana no período, e chegou a US$ 12,9 bilhões. Ao longo do ano, as aquisições somaram US$ 1 bilhão, o que representa 50% dos investimentos realizados no período. Foram adquiridas quatro empresas nos Estados Unidos (Callaway Building Products, Fargo Iron and Metal Company, Sheffield Steel e Pacific Coast Steel), uma companhia no Peru (Siderperu) e 40% de participação acionária na Espanha (Corporación Sidenor). Além disso, a Corporación Sidenor passou a controlar a siderúrgica espanhola GSB Acero.
 
“O Grupo Gerdau reforçará sua estratégia de agente consolidador da siderurgia, buscando oportunidades de aquisição em diversos mercados. O desafio é ampliar a competitividade e a escala de forma a garantir crescimento com rentabilidade, liderança de mercado, atuação em distintos segmentos da siderurgia e presença em diferentes países”, afirma o CEO André Gerdau Johannpeter, que assumiu a posição em 1º de janeiro de 2007, marcando uma nova etapa de governança corporativa do Grupo Gerdau.
 
O aumento na demanda do mercado brasileiro também contribui para o desempenho do Grupo. Do faturamento total, 46,3% foi gerado no Brasil, 41,3% na América do Norte, 9,4% na América do Sul (exceto Brasil) e 3,0% na Espanha. No mesmo período, o lucro líquido consolidado chegou a R$ 3,5 bilhões, uma alta de 7,6% em comparação com 2005. Em dólares, o lucro líquido evoluiu 17,8% alcançando US$ 1,6 bilhão.
 
No período, as vendas físicas cresceram 9,4%, atingindo 14,8 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos. Como resultado, a produção de aço (placas, blocos e tarugos) aumentou 13,9% e chegou a 15,6 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de laminados atingiu 12,7 milhões de toneladas, o que representa 17,7% de acréscimo.
 
No Brasil, as unidades Gerdau comercializaram no mercado interno 12,6% a mais que em 2005, alcançando a marca de 4 milhões de toneladas, principalmente pelo aquecimento do setor da construção civil.
 
Para atender a demanda interna, as exportações a partir do Brasil foram reduzidas para 2,9 milhões de toneladas, gerando US$ 1,2 bilhão em receitas.
 
Na América do Norte, foram vendidos 6,7 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,0% sobre os volumes de 2005. No mesmo período, a produção de aço alcançou 6,8 milhões de toneladas (+ 8,1%) e a de laminados, 6,5 milhões de toneladas (+ 5,7%).
 
Em 2006, as unidades na Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, juntas, comercializaram 1,5 milhão de toneladas, apresentando evolução positiva de 92,8%. Conseqüentemente, a produção de aço também aumentou, de 534 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas. A fabricação de laminados, no período, evoluiu 121,0%, para 1,4 milhão de toneladas. Esse crescimento é decorrente principalmente da consolidação das empresas adquiridas nos últimos dois anos na região.

Investimentos alcançarão US$ 4 bilhões até 2009, fora aquisições
 
Em 2006, o Grupo Gerdau investiu US$ 2 bilhões, sendo metade em expansão e atualização das atuais plantas industriais e a outra metade em aquisições. Os principais investimentos em ampliação da capacidade instalada foram realizados na expansão em curso da Gerdau Açominas (MG) – de 3 milhões de toneladas por ano para 4,5 milhões de toneladas – e na construção da laminação da Gerdau São Paulo (SP), já concluída.
 
Nos próximos três anos, a previsão do Grupo Gerdau é investir US$ 4 bilhões, sendo US$ 2,4 bilhões no Brasil e US$ 1,6 bilhão no exterior. Os recursos serão destinados à continuação de projetos de expansão da capacidade instalada e atualização tecnológica, bem como a novos projetos de expansão que devem ser aprovados ao longo dos próximos três anos. O montante de US$ 4 bilhões não inclui investimentos em aquisições.
 
Com esses investimentos, a capacidade instalada de aço do Grupo Gerdau passará das atuais 19,2 milhões de toneladas para 21,6 milhões de toneladas. Destino de quase 60% dos investimentos até 2009, as unidades no Brasil terão sua capacidade aumentada em 14%, passando de 9,2 milhões de toneladas para 10,6 milhões de toneladas. Nos demais países, o aumento total será de 10%, de 10 milhões de toneladas para 11 milhões de toneladas.
 
Gerdau é investment grade
 
Em janeiro, a Fitch Ratings, uma das maiores agências internacionais de classificação de risco, atribuiu a classificação de investment grade à Gerdau S.A. A classificação obtida pela Gerdau é superior ao risco soberano brasileiro.
 
Com isso, a companhia passou a fazer parte de um seleto grupo de empresas brasileiras com alto nível de confiabilidade no mercado financeiro, o que reduz o custo de captação de recursos para investimentos, facilita a colocação dos papéis junto a investidores institucionais globais e contribui para a imagem positiva da companhia no mercado de capitais.
 
Dividendos trimestrais aos acionistas serão pagos no dia 6 de março
 
No dia 6 de março, os acionistas das empresas de capital aberto no Brasil receberão dividendos referentes ao 4º trimestre de 2006, com base nas posições de ações detidas em 21 de fevereiro. A Metalúrgica Gerdau S.A. pagará R$ 110,4 milhões (R$ 0,60 por ação) e a Gerdau S.A., R$ 231,9 milhões (R$ 0,35 por ação). No acumulado do ano, os dividendos da Metalúrgica Gerdau S.A. alcançaram R$ 416,3 milhões e os da Gerdau S.A., R$ 895,1 milhões.

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Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
 
 
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