Um novo salto no agronegócio brasileiro

Por José Paulo Molin, professor da USP/ESALQ e membro da Comissão Julgadora do Prêmio Gerdau Melhores da Terra (jpmolin@esalq.usp.br)

Por José Paulo Molin, professor da USP/ESALQ e membro da Comissão Julgadora do Prêmio Gerdau Melhores da Terra (jpmolin@esalq.usp.br)

Injeção eletrônica, pilotos automáticos, sistema de posicionamento por satélite: essas e diversas outras inovações têm se tornado cada vez mais comuns no campo, a serviço da agricultura de precisão. Seguindo uma tendência irreversível, os fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas têm aumentado a aplicação da eletrônica embarcada em seus produtos, atendendo a demanda dos produtores por soluções que aumentem sua produção. Em momentos de crise, elevar a produtividade e diminuir as perdas é fundamental para que possamos continuar a se sobressair no cenário internacional de commodities agrícolas.

Hoje já é possível, por exemplo, regular automaticamente a quantidade de insumos que uma adubadora ou semeadora deve aplicar no solo. Mais do que isso, é possível fazer essas doses variarem continuamente de acordo com a necessidade, para mais ou menos, a partir de um planejamento feito de dentro do escritório – basta ter como base os dados de teores de nutrientes do solo e da produtividade, com o auxílio do Global Positioning System (GPS). Essas soluções são imprescindíveis para a manutenção do desenvolvimento contínuo e sustentado da agricultura nacional, tida hoje como uma das mais produtivas do mundo.

Porém, ao mesmo tempo em que a tecnologia ajuda a aumentar a produtividade, ela exige mais dos operadores, que devem atentar para tarefas como ajuste de velocidade, rotação do motor e tomada de potência (TDP), além da profundidade do preparo do solo, da patinagem dos pneus e de diversos outros aspectos técnicos.

Para controlar essas funcionalidades, hoje é comum a presença de mais de um equipamento eletrônico na cabine dos equipamentos, muitas vezes instalados de forma descentralizada, em indicadores espalhados pelo console. Com isso, a necessidade de qualificação se impõe para os profissionais do campo, bem como o estresse causado pela operação de diversos recursos eletrônicos de forma simultânea.

Além disso, é preciso melhorar e intensificar a comunicação entre os diversos tipos de máquinas, equipamentos, implementos, softwares e sistemas operacionais diferentes. A dificuldade de integração amplia os custos do produtor ao diminuir as vantagens que a automação pode proporcionar. Temos verificado situações desse tipo com uma freqüência crescente nos últimos anos, durante as entrevistas de avaliação para o Prêmio Gerdau Melhores da Terra, realizadas com os usuários dos equipamentos nas fazendas em que as máquinas são utilizadas.

Uma solução para minimizar o impacto dessa invasão da eletrônica nas cabines das máquinas é sua padronização. O ideal é que não fosse necessário mais de um equipamento de interface do operador com os comandos, por exemplo – os controles devem ser centralizados, operados de forma universalizada. Felizmente isso já começa a ser implantado no Brasil por meio da norma NBR-ISO11783, que é a versão nacional da norma ISOBUS, já praticada internacionalmente.

Nos últimos anos o Brasil assumiu um papel de liderança no cenário global do agronegócio, colocando-se como um dos principais players nesse setor. O domínio e o desenvolvimento de tecnologias inteligentes e integradas será determinante para que possamos manter essa posição. É preciso dar um novo salto no agronegócio brasileiro, rumo à inovação, de forma a nos prepararmos para um futuro cada vez mais competitivo.

Sobre a Gerdau
 
A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui presença industrial em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 20 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, por ano, cerca de 16 milhões de toneladas de sucata em aço. Com mais de 140 mil acionistas, as empresas de capital aberto da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa: GGBR4, GGBR3, GOAU4, GOAU3 e AVIL3), Nova Iorque (Nyse: GNA, GGB), Toronto (GNA: TO), Madri (Latibex: XGGB) e Lima (BVL: SIDERC1).
 
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Segunda-feira, 20 de julho de 2009.

 
 
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