Prêmio Jovem Cientista busca inovações na área de segurança alimentar e nutricional

Inscrições abrem em agosto e linhas de pesquisa já estão disponíveis para consulta

Como produzir alimentos sem degradar o ambiente? Como satisfazer às necessidades nutricionais de uma população humana que cresce e envelhece? Como diminuir o desperdício e aumentar a qualidade de nossa dieta? Esses são alguns dos desafios propostos pela 28a edição do Prêmio Jovem Cientista. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, mais de 900 milhões de pessoas no mundo se alimentam menos que o suficiente para serem consideradas saudáveis, um cenário que torna políticas públicas de segurança alimentar imperativas para o desenvolvimento social. O debate também envolve a cadeia de produção dos alimentos – com as opções adotadas para levar a refeição de cada dia do campo à mesa. Considerando que o Brasil tem um papel decisivo no futuro da comida, o Prêmio Jovem Cientista deste ano convida estudantes e pesquisadores a propor inovações para a Segurança Alimentar e Nutricional.
 
Entre as áreas do conhecimento envolvidas no tema estão Nutrição, Engenharia de Alimentos, Medicina, Agronomia, Ciência de Alimentos, Farmácia, Bioquímica dentre outras. Podem concorrer ao Prêmio estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior, mestres e doutores. As inscrições ficam abertas de 4 de agosto a 19 de dezembro e podem ser feitas pelo www.jovemcientista.cnpq.br
 
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Gerdau.
 
Linhas de pesquisa
 
Nesta edição, estudantes do ensino superior, mestres e doutores poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:
 
• Novas tecnologias para produção de alimentos saudáveis e funcionais da biodiversidade brasileira
• Inovação em política de segurança alimentar para a merenda escolar
• Inovações tecnológicas no abastecimento de alimentos
• Alimentos orgânicos: produção, processamento e certificação de alimentos seguros e sustentáveis
• Novas tecnologias de conservação de alimentos: processos e metodologias aplicáveis e seguras visando a redução de conservantes e aditivos químicos
• Desenvolvimento de alimentos processados com adição de compostos bioativos visando a redução da fome oculta
• Novas tecnologias para a conservação e melhor utilização dos alimentos tradicionais em áreas de extrativismo, ribeirinhas e comunidades tradicionais
• A agricultura familiar para a segurança alimentar e nutricional regional e territorial
• Desenvolvimento rural e sustentabilidade ambiental, os limites da Segurança Alimentar no campo
• Nutrição nas enfermidades agudas, crônicas e degenerativas: o uso de recursos dietéticos na prevenção e tratamento de doenças
• Biossegurança de organismos geneticamente modificados
 
Para os estudantes do Ensino Médio, os trabalhos devem ser desenvolvidos a partir das linhas de pesquisa abaixo:
 
• Produção sustentável de alimentos
• Acesso a alimentos saudáveis para todos
• Hábitos alimentares: da gestação à terceira idade
• Inovações na conservação e aproveitamento integral dos alimentos
• Soluções para a desnutrição e a obesidade
 
Criado em 1981, o Prêmio Jovem Cientista tem o objetivo de incentivar a pesquisa no país e reconhecer jovens talentos nas ciências. É considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros. A entrega da premiação é feita pelo Presidente da República em exercício, em cerimônia que reúne parceiros, educadores e expoentes da ciência e tecnologia. Os temas escolhidos a cada edição buscam estimular a formulação e a divulgação de soluções para os desafios da sociedade brasileira.
 
Premiação

Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores são agraciados com R$30 mil (1º lugar); R$20 mil (2º lugar) e R$15 mil (3º lugar). Para estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$15 mil (1º lugar), R$12 mil (2º lugar) e R$10 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio classificados em 1º, 2º e 3º lugares recebem um laptop.
 
No Mérito Institucional, serão pagos R$35 mil para cada uma das duas instituições que tiverem o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. O pesquisador que for indicado para a Menção Honrosa receberá R$35 mil.
 
Além da premiação relacionada, todos os premiados recebem bolsas de estudo do CNPq, caso atendam aos critérios normativos do órgão, descritos no site www.cnpq.br/bolsas. Os pesquisadores classificados em primeiro lugar em cada uma das categorias (Mestre e Doutor, estudante do Ensino Superior e estudante do Ensino Médio) também participarão de Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2015.
 
Sobre o Prêmio Jovem Cientista

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Gerdau. Quatro categorias são premiadas: Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda um prêmio de Mérito Científico para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição. Os orientadores das três categorias principais e as escolas dos três classificados do Ensino Médio são agraciados com laptops, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem. Na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma do ensino médio e outra do ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos, com mérito científico, inscritos nas categorias Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio. Entre os assuntos abordados em edições anteriores estão Oceanos: fonte de alimentos; Sangue: fluido da vida; Energia e Meio Ambiente; Cidades Sustentáveis; Inovação Tecnológica nos Esportes; e Água: desafios da sociedade.
 
Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços longos especiais do mundo. Recentemente, passou também a atuar em dois novos mercados no Brasil, com a produção própria de aços planos e a expansão das atividades de minério de ferro, iniciativas que estão ampliando o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade de suas operações. Com mais de 45 mil colaboradores, a Gerdau possui operações industriais em 14 países – nas Américas, na Europa e na Ásia –, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões de toneladas de aço por ano. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. Com mais de 120 mil acionistas, as ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.
 
 
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