Gerdau encerra o ano com R$ 38 bilhões de receita líquida

- EBITDA ajustado consolidado atinge R$ 4 bilhões, mesmo com cenário desafiador para a indústria do aço global e recessão econômica no Brasil, e lucro líquido consolidado ajustado totaliza R$ 91 milhões.

- Geração de caixa livre, uma das prioridades da gestão financeira da Empresa, chega a R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, com destaque para o valor de R$ 1,2 bilhão alcançado no quarto trimestre. É o sétimo trimestre consecutivo com geração positiva na Gerdau.

- Esforço de gestão da Empresa também se reflete nas reduções do Capex, das despesas com vendas, gerais e administrativas e da dívida líquida.

- Desinvestimentos somam R$ 1,3 bilhão em 2016, seguindo a estratégia da Empresa de focar em seus ativos com maior rentabilidade.

A Gerdau encerrou o ano de 2016 com receita líquida consolidada de R$ 37,7 bilhões, uma redução de 14% em relação a 2015 decorrente, principalmente, dos menores volumes de vendas de aço em todas as operações e da alienação das unidades aços especiais da Espanha. As vendas físicas e a produção somaram 16 milhões de toneladas, apresentando, respectivamente, decréscimo de 8% e 7% em relação ao ano anterior.

O resultado da Gerdau no ano de 2016 também foi influenciado por itens não-recorrentes, relativos a baixas contábeis, principalmente de imobilizados e ágio, no valor de R$ 2,9 bilhões, sem impacto no caixa. Com isso, a empresa está apresentando o EBITDA e lucro líquido ajustados, de forma a melhor refletir seu desempenho e o respectivo trabalho interno de gestão em todas as suas operações. Nessa linha, a geração de caixa operacional (EBITDA) ajustada, sem os itens não-recorrentes, alcançou R$ 4 bilhões, 10% de redução frente a 2015, em virtude do menor lucro bruto, parcialmente compensado pela redução de R$ 343 milhões nas despesas com vendas, gerais e administrativas. O lucro líquido consolidado ajustado, por sua vez, foi de R$ 91 milhões e, considerando os itens não-recorrentes, o resultado contábil foi negativo em R$ 2,9 bilhões.

"Apesar dos desafios do setor do aço globalmente e da recessão econômica no Brasil, atingimos resultados positivos no exercício e, ao mesmo tempo, cumprimos as prioridades estabelecidas para 2016, graças ao forte esforço de gestão de nossas equipes em todas as operações. Em 2016, alcançamos R$ 2,3 bilhões de geração de caixa livre, reduzimos os investimentos em 43% em relação ao ano anterior e diminuímos em 13% as despesas gerais, administrativas. Com isso, conseguimos reduzir a dívida liquida em 26% e melhorar nossos indicadores de alavancagem. Somam-se a isso os desinvestimentos de R$ 1,3 bilhão realizados em 2016, fruto de nossa estratégia de focar em ativos com maior rentabilidade. Diante de todos esses movimentos, tivemos nossos esforços reconhecidos pelo mercado de capitais ao longo do ano, o que se refletiu na expressiva alta das ações da Gerdau S.A e da Metalúrgica Gerdau S.A em 2016, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter".

No quarto trimestre, a receita líquida da Gerdau foi de R$ 8,6 bilhões, uma redução de 18% perante o mesmo período de 2015. As vendas físicas atingiram 3,8 milhões de toneladas, uma redução de 2% frente ao mesmo período de 2015 e a produção totalizou 3,3 milhões de toneladas, apresentando 14% de diminuição. De outubro a dezembro, a geração de caixa operacional (EBITDA) ajustada foi de R$ 716 milhões, um decréscimo de 21% em relação ao quarto trimestre de 2015. Nos três últimos meses de 2016, a Gerdau apresentou resultado líquido negativo consolidado ajustado de R$ 205 milhões e, considerando os itens não-recorrentes, o resultado contábil foi negativo em R$ 3 bilhões no quarto trimestre de 2016.

Ao longo dos doze meses de 2016, as vendas físicas caíram em todos os mercados atendidos pela Gerdau. No mercado interno brasileiro, foram comercializados 3,7 milhões de toneladas em 2016, retração de 13% frente a 2015 pelo menor nível de atividade da construção civil e da indústria. No entanto, as exportações a partir do Brasil apresentaram aumento de 9%, atingindo 2,4 milhões de toneladas, devido ao esforço comercial realizado junto ao mercado internacional.

Em 2016, as operações no Canadá, nos Estados Unidos e no México (não inclui usinas de aços especiais) comercializaram 6 milhões de toneladas, 4% de redução em relação ao ano anterior, o que se deveu à contínua entrada de produtos importados na região e ao momento de cautela quanto à definição das eleições presidenciais nos Estados Unidos, suavizado pela manutenção da boa demanda para o setor da construção não-residencial na região. Já na América do Sul (não inclui operações no Brasil), as vendas somaram 2,1 milhões de toneladas, uma redução de 6% no ano em relação a 2015.

Na operação de aços especiais (inclui usinas no Brasil, Estados Unidos e Índia), foram vendidos 2,1 milhões de toneladas em 2016, 20% de diminuição em relação ao ano anterior, em razão da alienação das unidades na Espanha e, em menor proporção, à queda nos volumes comercializados pelas unidades do Brasil.

 Desinvestimentos somam R$ 1,3 bilhão em 2016

A Gerdau segue executando sua estratégia de focar em seus ativos de maior rentabilidade e, em 2016, os desinvestimentos totalizaram R$ 1,3 bilhão, considerando o seu valor econômico, relativos à venda das unidades de aços especiais na Espanha, de uma usina de aços longos na Colômbia, da Cleary Holdings Corp (produtora de coque e detentora de reservas de carvão coqueificável na Colômbia), da participação de 30% na empresa Corporación Centroamericana del Acero e de unidades de transformação e terrenos nos Estados Unidos. Desde 2014, os desinvestimentos já somam R$ 2,4 bilhões. Ao longo desses três anos, foram vendidos 13 ativos nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina.

Investimentos totalizam R$ 1,3 bilhão no ano de 2016

No ano de 2016, os investimentos em ativo imobilizado foram de R$ 1,3 bilhão, o que representa 43% de redução em relação ao exercício anterior, refletindo a seletividade nas aprovações de novos investimentos. Os destaques do ano foram a conclusão dos investimentos em aços planos, com a entrada em operação do laminador de chapas grossas na Usina Ouro Branco, e a finalização da construção da aciaria na Argentina, cuja entrada em operação está prevista para março de 2017.

Para o exercício de 2017, a Gerdau seguirá sendo restritiva no CAPEX, com previsão de desembolso de R$ 1,3 bilhão, focando na melhoria de produtividade e manutenção de suas plantas.​

Gerdau S.A. distribui R$ 85,4 milhões em dividendos em 2016

No exercício de 2016, a Gerdau S.A. destinou R$ 85,4 milhões (R$ 0,05 por ação) para pagamento de dividendos, distribuídos por conta de lucros obtidos nos primeiros nove meses de 2016 e por reservas de lucros pré-existentes.

A Metalúrgica Gerdau S.A, por sua vez, apresentou prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão em 2016. Mesmo que o resultado fosse ajustado pelo percentual de participação sobre os eventos extraordinários da Gerdau S.A. no exercício, o prejuízo da Metalúrgica Gerdau S.A. teria sido de R$ 239 milhões. Em função desse prejuízo acumulado e de compromissos financeiros superiores à sua geração de caixa, a Companhia não distribuiu dividendos no exercício de 2016.

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que ampliam o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri. 

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